Rio Grande Do Sul enfrenta novo teste climático: Rio Taquari bate cota de inundação

Rio Taquari atinge cota crítica com impactos imediatos em cidades ribeirinhas do Rio Grande Do Sul.

22/07/2026 15:03

3 min

Rio Grande do Sul fica em alerta com aumento do Rio Taquari. (Imagem gerada por IA)
Rio Grande do Sul fica em alerta com aumento do Rio Taquari. (Im...

O estado do Rio Grande do Sul enfrenta novos alertas de cheia nos rios após um período marcado por chuvas intensas e temporais severos que afetaram pelo menos 73 municípios gaúchos desde o dia 17.

Apesar dos avanços tecnológicos na monitoração hídrica — comparados aos desastres climáticos históricos como os ocorridos maiojunho de 2024 —, a água voltou a subir rapidamente em importantes bacias fluviais da região até esta quarta – feira (dia 22.

O Taquari, especificamente, ultrapassou sua cota máxima, levando a Defesa Civil do RS a emitir alerta máximo para cidades vizinhas à correnteza.

Leia também

Alerta Máximo e Aumento das Águas nos Rios

O aumento foi rápido: o nível avançou impressionantes 85 centímetros apenas no decorrer de uma hora na manhã desta semana. Segundo projeções feitas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), é possível que os rios atinjam cerca de 24 metros entre Estrela e Lajeado nas próximas horas.

Em Encantado, por exemplo, o risco já está classificado como muito alto; a água pode atingir até quinze metros — significativamente acima da cota local estabelecida em doceze metros —, devido ao deságue maciço dos acumulados pluviométricos nos últimos dias.

A origem dessa cheia intensa envolve as cabeceiras fluviais Guaporé, Carreiro e Prata. Em poucos minutos, alguns municípios registraram acúmulos superiores aos cento e setenta milímetros: Paraí recebeu 174 mm de chuva, Marau teve um total de 157 mm, enquanto Passo Fundo registrou quase 154 mm.

O que mudou na gestão do risco no RS

Vinicios Santos, diretor de negócios da Codex — empresa gaúcha especializada em inteligência climática —, aponta para a capacidade antecipatória como o maior avanço desde as enchentes históricas. Ele explica que hoje os esforços se concentram menos apenas nos equipamentos tecnológicos disponíveis e mais nas políticas públicas orientadas pela ciência.

Desde aquela tragédia recorde – evento responsável por um saldo fatal superior a cento e oitenta e cinco pessoas e prejuízos acima dos 19 bilhões reais –, foi criado um comitê científico pelo governo estadual.

Esse esforço resultou no Plano Rio Grande, programa já investido com recursos de R 14,89bilhão destinados à resiliência climática em curto, médio e longo prazo. Parte desse montante financiou uma ampliação crucial na rede hidrometeorológica: foram aplicados cerca de R 19 milhões para instalar sensores capazes não só de acompanhar os níveis fluviais, mas também medir volumes pluviométricos detalhadamente pela Serra Gaúcha.

Em Porto Alegre, por exemplo, o monitoramento deixou um sistema que dependia quase exclusivamente da régua do Guaíba; hoje são utilizados diferentes modelos hidrológicos avançados aptos a estimar “manchas” específicas de inundação.

O desafio persiste no planejamento urbano

Apesar dos sistemas automatizados e alertas enviados diretamente aos celulares — algo inédito em comparação com 2024 —, Santos alerta para uma realidade persistente: os maiores desafios não estão mais na coleta ou previsão de dados. O problema se deslocou totalmente para questões urbanísticas.

Segundo ele, é fundamental abordar o crescimento desordenado das cidades que ainda permite ocupações irregulares nas áreas ribeirinhas mesmo após serem classificadas como zonas de risco elevado do rio. Essa situação aumenta drasticamente a exposição da população civil.

Para mitigar essa vulnerabilidade estrutural, especialistas defendem políticas públicas voltadas à adaptação urbana climática. Um exemplo citado foi a revisão do Plano Diretor em Porto Alegre, incorporando critérios específicos sobre resiliência e mudança climática ao planejamento geral dos empreendimentos na capital gaúcha. A capacidade técnica está lá; agora exige – se uma ação política urgente para transformar dados científicos em comunidades verdadeiramente menos expostas quando o próximo forte temporal chegar.

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!