Rodrigo Bacelar nega laços com crime organizado em nota

A defesa do ex – deputado estadual carioca Rodrigo Bacellar, filiado ao União Brasil, emitiu nesta quinta – feira (2) uma nota veemente negando qualquer participação na atuação de organizações criminosas e seus membros.
Bacellar foi alvo da Polícia Federal com um mandado de prisão expedido no âmbito da 5ª fase da Operação Unha e Carne por suspeitas ligadas à lavagem de dinheiro proveniente das atividades clandestinas conhecidas como jogo do bicho.
Defesa nega laços ou envolvimento criminal
Os advogados que representam o ex – presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, afirmaram categoricamente não ter havido qualquer tipo de atuação para embaraçar investigações — seja direta quanto indireta.
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A defesa também refuta a ideia de proteção aos integrantes dessas organizações criminosas em quaisquer circunstâncias.
Segundo os procuradores responsáveis pelo caso, ele jamais manteve vínculo com fatos apurados pela PF e garantem que sua inocência será comprovada por meio rigorosa coleta de provas realizadas exclusivamente pelas defesas legais. Além disso, na nota divulgada nesta quinta – feira, foi reforçado o posicionamento político de Rodrigo: segundo eles, seu foco sempre tem sido enfrentar diretamente as atividades do crime organizado no Rio de Janeiro; qualquer acusação sobre ligação entre Bacellar e facções é considerada falsa.
Operações Unha e Carne mira lavagem em RJ
O escopo da Operação Unha e Carne vai além das suspeitas contra apenas um ex – deputado estadual como Rodrigo Bacellar. A investigação também aponta para Adilson Oliveira Coutinho Filho — conhecido pelo apelido Adilsinho —, apontado pela Polícia Federal (PF) justamente por ser o líder dessa organização criminosa.
A nova fase investigativa busca aprofundar os indícios de que há uma grande operação de lavagem de dinheiro sendo praticada atualmente na cúpula do jogo do bicho no estado fluminense, bem como possíveis conexões desse esquema com agentes dos poderes Executivo e Legislativo locais.
Os investigadores avançaram após analisar documentos apreendidos em etapas anteriores da ação policial; esses materiais teriam revelado um sistema contábil paralelo criado especificamente para ocultação desses recursos ilícitos.
Contextos legais: STF autoriza sequestro milionário
A investigação também identificou registros suspeitos referentes a supostos pagamentos indevidamente realizados ou até mesmo indícios de práticas irregulares nas doações eleitorais recebidas por grupos políticos.
Por determinação direta, o ministro Alexandre de Moraes, que integra o Supremo Tribunal Federal (STF), foi quem autorizou ainda hoje o bloqueio e subsequente sequestro de bens e valores em um montante totalizando até R 22 milhões. Essa operação ocorre no contexto mais amplo da decisão tomada pelo próprio STF durante julgamento sobre ADPF 635. Essa ação determinou à PF dar continuidade ao estudo das ligações entre agentes públicos estaduais e os grandes grupos criminosos violentos atuantes na região do Rio de Janeiro.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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