Mendonça Solicita Manifestações Sobre Uso de Recursos em Filme “Dark Horse

Mendonça busca esclarecimentos sobre uso irregular de recursos em filme “Dark Horse”, levantando suspeitas internacionais.

02/07/2026 18:42

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Divulgação
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Dois processos judiciais envolvendo a produção cinematográfica “Dark Horse“, focada nos desdobramentos políticos de Jair Bolsonaro, tiveram movimentação significativa recentemente no Supremo Tribunal Federal.

Nesta terça – feira (30), por exemplo, um pedido feito pelo ministro André Mendonça solicitou manifestações sobre uma notícia – crime específica: há suspeitas de que recursos destinados ao filme tenham sido usados também para custear o período em que Eduardo Bolsonaro passou morando e se estabelecendo nos Estados Unidos.

Investigação das finanças do projeto

Para decidir se é necessário abrir mais investigações ou arquivar a denúncia inicial, cabe parecer da Procuradoria – Geral da República. A matéria apura justamente os elementos necessários nesse processo decisório no STF.

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Em outra frente paralela, foi aberto inquérito pela Polícia Federal (PF) com objetivo de verificar possíveis direcionamentos de verbas parlamentares destinadas às entidades ligadas à produção cinematográfica sobre ex – presidente Jair Bolsonaro.

Esse caso está sob o acompanhamento processual e relatoria do ministro Flávio Dino perante o Supremo Tribunal Federal.

Detalhes das acusações

As suspeitas surgiram após a publicação pelo Intercept Brasil em maio de gravações que mostravam parte dos R 134 milhões negociados entre membros da família Bolsonaro e um banqueiro específico sendo transferida para uma conta sediada no Texas, local onde Eduardo reside atualmente.

Nessa mesma notícia – crime pedindo apuração foi apontada também suposta relação envolvendo flávio com Vorcaro. Além disso, está sob investigação estadia nos EUA do ex – deputado Eduardo Bolsonaro; o pedido inicial veio por meio do deputado Lindbergh Farias (PT – RJ.

Mudanças na relatoria judicial

Inicialmente distribuída ao ministro Alexandre de Moraes — pois ele é quem acompanha a ação que investiga as atuações contra autoridades brasileiras —, ela seria ampliada para incluir ainda condutas relacionadas à figura de Flávio.

Contudo, após parecer da PGR e decisão presidencial no STF, Edson Fachin determinou sua redistribuição para André Mendonça. O motivo foi justificado pelo fato de os fatos narrados terem maior conexão com o inquérito sobre fraudes do Master, processo já sob responsabilidade dele como relator.

Apuração das emendas parlamentares

O caso conduzido por flávio Dino foca na apuração do envio dos R 2 milhões referentes a emendas parlamentares feitas por Mário Frias à uma ONG gerenciada pela própria Karina Ferreira da Gama — dona da produtora que fará filme sobre Bolsonaro.

A justificativa apresentada pelas verbas era para financiar dois projetos sociais. A investigação foi aberta após pedido feito pela deputada Tabata Amaral (PSB – SP), cujo gabinete apontou ligações entre empresas de Karina e suspeitas de benefício dessas emendas ao projeto cinematográfico dedicado a Jair Bolsonaro.

Andrei Passos Rodrigues confirma abertura

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta – feira, 1º, o diretor geral da PF Andrei Passos Rodrigues confirmou publicamente que um inquérito destinado à apuração desses fatos específicos havia sido aberto na última sexta – feira (26). O processo contou com autorização prévia do STF para sua instauração.

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