Márcio Elias Defende Negociação Comercial com EUA

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta – feira (2) que é preciso lutar arduamente por negociações comerciais internacionais.
Segundo o diplomata, Brasil precisa evitar sofrer taxação extra sobre produtos vendidos nos Estados Unidos para manter sua posição no cenário global; ele reforçou a necessidade de seguir as orientações dadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na mesa de diálogo com os americanos.
Negociação comercial em Washington
Márcio Elias participou desta manhã — dia 2— de uma reunião virtual crucial junto à Representação Comercial dos EUA (USTR). Ele esteve acompanhado também por representantes do Ministério das Relações Exteriores e assessoria especial da Presidência da República.
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O ministro chegou até atrasar seu discurso devido ao encontro, que foi apontado como o quarto evento desse tipo sobre temas estrangeiros para tratar no governo brasileiro; além disso, foram realizadas outras oito reuniões apenas a nível técnico.
Durante esta quinta – feira, na ocasião com os americanos, Márcio comunicou que diversos assuntos estiveram em pauta nas conversas bilaterais. Foram abordados desde questões de imigração até estratégias conjuntas entre as polícias brasileira e americana visando combater lavagem de dinheiro e crime organizado transnacional.
Outros tópicos incluíram proteção de patentes e atrativos para data centers (servidores digitais.
Defesa do comércio nacional contra tarifas
O governo liderado por Donald Trump acusa Brasília de praticar concorrência desleal em nível internacional; ele aponta até mesmo a prática conhecida pelo Pix entre os motivos que supostamente prejudicariam empresas americanas. Contudo, essas alegações foram imediatamente rebatidas pelas autoridades brasileiras presentes nas negociações.
Refutação das críticas sobre meio ambiente
João Paulo Ribeiro Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, também participou deste encontro no BNDES para refutar outros pontos levantados como possíveis razões para taxações: o comércio ilegal de madeira ou problemas com o desmatamento ambiental brasileiro.
Ele garantiu à imprensa que as questões ambientais estão sob controle rigoroso em nível nacional.
Capobianco esclareceu ainda que a exportação da matéria – prima é verificada por toda uma cadeia regulamentar; ele afirmou que há um sistema robusto onde todo processo deve ser registrado pelo Ibama antes mesmo de qualquer liberação na fronteira.
Por fim, Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), comentou sobre carta enviada ao pré – candidato Flávio Bolsonaro pelo secretário americano Marco Rubio. O comunicado agradecia o convite para colaborar com sua equipe durante eventual transição governamental após eleições em outubro.”
Mercadante classificou os temas citados — como estratégia estatal brasileira ou defesa tecnológica —, dizendo serem “uma afronta à soberania e aos interesses nacionais”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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