Rossandro ClínJay Resalta Falta de Letramento Emocional em Saúde Mental Corporativa

A crescente preocupação em saúde mental corporativa ganhou força no Brasil nos últimos meses com a implementação gradual das Normas Regulamentadoras (NRs), mas o letramento emocional ainda representa um desafio crítico na maioria dos negócios nacionais, conforme aponta Rossandro Klinjey.
A NR 7 e seu Sim bolismos
O psicólogo especializado em saúde coletiva – que também atua com formação de lideranças – ressalta a visibilidade proporcionada pela entrada da Norma Regulamentadora nº. 09 (NR-8), focando no risco à vida digna, mas enfatiza sua natureza simbólica ao abordar questões psicológicas como um perigo real para o desenvolvimento profissional e bem estar dos trabalhadores; não sendo suficiente por si só resolver a raiz do problema que se trata da compreensão das emoções presentes nas relações de trabalho. Klinjey defende uma abordagem mais profunda dentro as empresas, indo além apenas cumprir os requisitos legais estabelecidos pela norma.
“É impossível falar sobre saúde mental sem abordar o letramento emocional”, afirma Rossandro Clínjay.
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Klinjey argumenta que as décadas de formação técnica focaram em metas, liderança operacional – negligenciando o desenvolvimento da capacidade dos profissionais reconhecerem sofrimento emocional ou identificarem sinais claros do esgotamento. Ele destaca uma lacuna significativa na educação das equipes gerenciais e executivas sobre como lidar com emoções complexas no ambiente profissional.O psicólogo critica iniciativas pontuais, tais as salas de descompressão isoladas que não conseguiram mudar a cultura organizacional em relação à pressão por disponibilidade permanente ou relações desgastadoras. “Não é um benefício o suficiente”, explica Klinjey; “o fator protetor da saúde mental reside na construção e manutenção uma organização saudável”.
Identidades Profissionais no Trabalho
Klinjay também aponta para a ligação entre identidade profissional do indivíduoso com o seu trabalho, onde muitos profissionais construíram sua autoimagem em torno da carreira. Essa dependência excessiva pode levar ao “efeito burnout”, quando uma crise na vida laboral é interpretada como um ataque à própria autoestima e valor pessoal – agravando os problemas de saúde mental.A separação artificial entre a esfera profissional, familiar ou social também tem impacto significativo no bem-estar dos trabalhadores. Klinjey enfatiza que empresas devem reconhecer essa interconexão para criar ambientes mais saudáveis; promovendo formação contínua em liderança e oferecendo espaços de escuta ativa além da segurança psicológica.
A Cultura Organizucional como Fator
O psicólogo conclui que as organizações capazes se anteciparem a essa realidade, investindo na saúde mental dos seus colaboradores e construíndo uma cultura organizacional saudável estarão mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. A NR-8 representa um marco importante nesse processo – mas o letramento emocional é essencial.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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