Rubio denuncia Ortega e rejeita eleições na Nicarágua

O secretário estadunidense Marco Rubio condenou nesta terça – feira 21 as declarações do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega. As falas vieram após o líder nicaraguense descartar qualquer possibilidade real de eleições em seu país que permitissem à força política opositora exilada chegar ao poder.
Em um comunicado oficial divulgado na manhã desta semana, ele criticou a postura autoritária e pediu apoio internacional para pressionar pela abertura democrática no regime castrista: “A declaração de Daniel Ortega… demonstra sua verdadeira natureza autoritária”, afirmou Rubio, pedindo que a comunidade global una forças contra uma “ditadura“.
Condenações internacionais exigem o direito às urnas
Rubio reforçou publicamente os direitos do povo nicaraguense. Segundo suas palavras, é fundamental garantir que todos tenham acesso ao voto livre por meio de eleições genuinamente democráticas.
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“O povo nicaraguense tem direito de eleger seus próprios líderes mediante eleições democráticas”, acrescentou ainda Marco Rubio em seu comunicado à imprensa internacional.
A situação eletiva no país gera grande tensão: embora a Nicarágua tivesse previsão para realizar as gerais neste novembro (referência original), há um ano e meio tempo uma ampliação significativa na regra presidencial. O mandato foi estendido originalmente de cinco anos para seis; portanto, o calendário oficial aponta agora os pleitos mais distantes do futuro — especificamente para novembro de 2027.
Ortega nega qualquer possibilidade eleitoral
As declarações que acenderam novos debates ocorreram em Managua durante um ato comemorativo pelo aniversário da Revolução Sandinista. No domingo dia 19, Daniel Ortega fez questão de desqualificar totalmente a participação política dos seus adversários no cenário nacional.
O regime de Daniel Ortega após 2018Daniel Ortega, com seus atuais 80 anos, consolidaram seu domínio através de medidas severas. O país vive sob forte vigilância do Estado desde a década de 1980 até retornar à presidência no ano de 2007. A repressão atingiu níveis alarmantes especialmente depois dos protestos ocorridos nos arredores e na cidade grande durante o período em torno de 2018; segundo dados da ONU divulgados sobre os eventos naquele tempo, mais de 300 mortesforam registradas devido ao aparato repressor estatal. O controle social é exercido por meio das prisões ou forçando exílios para todos que se opuseram: jornalistas críticos, intelectuais importantes e líderes religiosos tiveram destinos semelhantes. Além disso, a família governante despojou seus rivais não apenas do poder político mas também de sua nacionalidade civil Refugiado internacional
“Que esqueçam, aqui (na Nicarágua) não haverá mais eleições…”, declarou o presidente ao se dirigir aos grupos considerados oposicionistas na ocasião do evento.”, citando suas palavras sobre os planos para agarrar tanto o governo quanto o poder político nicaraguense. Este discurso foi proferido por ele e sua esposa Rosario Murillo — nomeada copresidente —, que governam atualmente em um quadro descrito como absoluto controle estatal da sociedade civilizada.
A consequência direta desse clima repressivo fez com que milhares de nicaraguenses precisassem deixar suas casas em busca de segurança fora da Nicarágua. Atualmente, um grande número desses cidadãos vive como refugiados na Costa Rica, Espanha e Estados Unidos.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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