Senador Flávio Bolsonaro critica reforma tributária de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos pré-candidatos à Presidência da República, manifestou críticas severas à reforma tributária aprovada pelo governo Lula. Durante um evento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, na última segunda-feira (22), o parlamentar defendeu a suspensão imediata da regulamentação do novo sistema de impostos.
Em seu discurso, ele alertou para os riscos econômicos que, segundo sua análise, o aumento da carga tributária representaria para o setor produtivo brasileiro.
Críticas à Reforma Tributária e Proposta de Ajuste Fiscal
O senador considerou o modelo tributário proposto excessivo, questionando a sustentabilidade de um sistema que, em sua visão, impõe uma carga próxima a 40% sobre a economia. Ele argumentou que tal peso financeiro é desfavorável, podendo levar a um aumento da inadimplência e, consequentemente, estimular práticas de sonegação fiscal no país.
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Em referência a modelos econômicos, Flávio Bolsonaro mencionou a Curva de Laffer, sugerindo que o Brasil estaria em uma posição desfavorável no gráfico. Por essa razão, ele enfatizou a necessidade de ajustes profundos no sistema. A solução, segundo ele, seria suspender a regulamentação da reforma para que fosse possível implementar uma “reforma tributária negativa”.
Essa proposta de reforma negativa visa, essencialmente, promover a redução gradual da carga tributária ao longo dos anos, garantindo maior previsibilidade e, principalmente, um ajuste fiscal mais controlado para o país.
Plano de Desburocratização e Revogação de Normas
Além das questões fiscais, o senador também abordou a necessidade de simplificação administrativa. Ele afirmou que, caso eleito, pretende promover uma ampla revogação de portarias e decretos emanados pelo governo Lula. Essa medida, segundo o parlamentar, visa desatar nós burocráticos que, segundo ele, prejudicam o ambiente de negócios.
Flávio Bolsonaro fez questão de contrastar o cenário atual com o período em que o ex-presidente Bolsonaro esteve no poder, alegando que foi o governo anterior que implementou o maior nível de desburocratização e simplificação legislativa. Ele prometeu retomar essa linha de ação.
O plano inclui um “grande tesouraço” em diversas normas regulamentadoras, instruções normativas e portarias que, na visão do senador, são inúteis e servem apenas para dificultar o cotidiano do empreendedor brasileiro. O objetivo é criar um ambiente de negócios mais ágil e menos complexo.
O evento da Confederação Nacional da Indústria reuniu diversos nomes da política nacional. Além de Flávio Bolsonaro, compareceram também o pré-candidato e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convidado, mas não compareceu, cumprindo sua agenda em outro estado.
As declarações do senador reforçam o foco em pautas econômicas e de gestão governamental, marcando o debate pré-eleitoral com propostas de intervenção direta na legislação tributária e administrativa.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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