Investigação da CPI do Crime Organizado Amplia-se com Convocações
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, intensificou as investigações com o envio de novos requerimentos de convocação. O foco principal é a possível ligação de empresas e indivíduos com o escritório de advocataria liderado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
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A justificativa para a convocação de Viviane e do escritório é a suspeita de que tenham recebido recursos ilícitos provenientes do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. A magnitude dos honorários contratados – R$ 129 milhões – levantou questionamentos sobre a praticidade do valor em relação aos serviços prestados.
Além disso, o senador solicitou a quebra de sigilo bancário das empresas Barci de Moraes Sociedade de Advogados e Barci e Barci, que surgiu em Brasília poucos meses antes da liquidação do Banco Master. A alegação é de que a Barci e Barci poderia ter sido utilizada para movimentar valores remanescentes do esquema investigado.
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Vieira também requisitou a convocação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a suspeitas de que ele possuía cotas do resort Tayayá. O irmão de Toffoli, José Carlos Dias Toffoli, também foi incluído na lista de convidados para prestar esclarecimentos.
A investigação se estende à Raeg, fundo de investimentos da Operação Carbono Oculto, que apura métodos de lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC). A empresa também foi incluída na lista de convocações.
Outros nomes também foram solicitados para prestar depoimento, incluindo Angelo Antonio Ribeiro da Silva, Augusto Ferreira Lima e Mario Umberto Degan. Os primeiros participaram da administração do Banco Master, e o último possui relações societárias com empresas ligadas ao resort Tayayá.
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