Silvia Lara e Matthew Baird Revelam 32,2% de Mulheres em Liderança no Brasil

O avanço de uma função puramente tática para uma posição executiva global é frequentemente apontado como o ponto de maior transformação na trajetória de um gestor. Contudo, para que essa transição seja bem-sucedida, as corporações precisam reavaliar suas perspectivas, passando a considerar a inteligência emocional e a transversalidade de habilidades como ativos estratégicos fundamentais para os negócios.
No Brasil, esse cenário revela um paradoxo complexo: apesar de indicadores de potencial, as barreiras culturais e estruturais ainda limitam o pleno desenvolvimento do capital humano feminino.
Indicadores de Liderança Feminina no Brasil e o Desafio da Promoção
Um estudo inédito, intitulado “The State of Women in Leadership”, divulgado em 2026 por Silvia Lara e Matthew Baird, mapeou o cenário de liderança no país. De acordo com o relatório, as mulheres ocupam 32,2% dos cargos de liderança no Brasil.
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Esse percentual posiciona o mercado nacional na 32ª colocação em um ranking global, um feito que coloca o país à frente de nações consolidadas, como França, Itália, Reino Unido e Suécia.
Apesar do reconhecimento técnico, o redesenho do mercado corporativo enfrenta resistência de antigas normas culturais. Dados coletados pela consultoria Catho revelam um abismo significativo: aproximadamente 94,8% das profissionais entrevistadas relatam nunca terem sido promovidas durante o período de licença-maternidade ou em decorrência da gravidez.
Em uma análise mais ampla, o cenário internacional mostra a América Latina ganhando destaque. Embora a Finlândia lidere o ranking do LinkedIn com 45,1% de participação feminina na gestão, países sul-americanos como Colômbia (7ª posição), Costa Rica (9ª) e Chile (10ª) figuram entre os líderes regionais em representatividade feminina na alta gestão.
A Nova Liderança: Inteligência Emocional e a Dinâmica Geracional
Especialistas apontam que as empresas devem concentrar esforços na desconstrução de vieses internos para absorver e valorizar esse capital humano. Lília Lopes, Diretora de Publicidade na Prefeitura Municipal de Salvador, ressalta que o Brasil está em um momento de grande protagonismo internacional, mas ainda não atingiu seu potencial máximo.
Ela explica que, historicamente, o modelo de gestão era baseado no controle absoluto e na imposição hierárquica. No entanto, a nova realidade exige habilidades mais sofisticadas. A experiência mostra que a capacidade de liderar e gerir pessoas é o diferencial mais importante.
A transição para modelos mais humanos é crucial. A maternidade e a trajetória feminina não podem mais ser vistas como obstáculos, mas sim como fontes de resiliência e visão estratégica. A capacidade de conciliar vida profissional e pessoal é um ativo que precisa ser reconhecido.
Além disso, a força de trabalho está passando por uma transformação geracional. A coexistência de diferentes gerações exige líderes que saibam dialogar com múltiplas perspectivas. A liderança precisa ser flexível, adaptando-se às necessidades de cada grupo.
Essa dinâmica de múltiplas gerações exige que as empresas invistam em programas de desenvolvimento que promovam a troca de conhecimentos. O conhecimento não vem apenas dos livros, mas da vivência e da capacidade de adaptação.
Em resumo, o futuro da liderança passa por uma visão mais holística, onde a inteligência emocional e a capacidade de gestão de pessoas superam a mera acumulação de conhecimento técnico. É essa visão que definirá as empresas mais resilientes e prósperas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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