Tenente acusa intolerância após caso com criança no Butantã

Tenente acusa intolerância após confronto com escola no Butantã durante atividade sobre cultura afro-brasileira.

26/06/2026 17:25

3 min

Imagem: Divulgação/Emei Antônio Bento
Imagem: Divulgação/Emei Antônio Bento

A controvérsia envolvendo o uso das câmeras corporais da Polícia Militar reacendeu debates acalorados após imagens divulgadas recentemente relatarem um episódio ocorrido em 12 de novembro de 2025, no Butantã, zona oeste de São Paulo.

O caso se desenrola durante uma aula na qual era realizada uma atividade pedagógica focada na cultura afro – brasileira para estudantes do ensino básico municipal. A Associação Movimento Brasil Laico utilizou as gravações como base para pedir ao Ministério Público paulista a responsabilização criminal e administrativa dos policiais envolvidos.

Acusações: Abuso ou mediação policial?

A entidade argumenta que os registros mostram condutas incompatíveis com o trabalho da polícia militar; há indícios apontados por eles de abuso de autoridade, constrangimento ilegal e intolerância religiosa no local.

Leia também

O episódio teve início quando um pai acionou colegas após sua filha participar das atividades pedagógicas inspiradas na obra infantil *Ciranda em Aruanda*. O material faz parte do currículo municipal obrigatório sobre história e cultura afro – brasileira.

Por fim à leitura, a menina desenhou uma orixá Iansã, divindade associada aos ventos dentro do Candomblé.

`A senhora quis impor e ditar as suas regras… Não vou conversar com a senhora agora`, afirmou o tenente Ronald Camacho durante os confrontos registrados pelas câmeras corporais no Butantã contra a direção da escola.”, disse um trecho citado pela Associação Movimento Brasil Laico.

O que mostram imagens das bodycams

As gravações capturam policiais armados entrando na unidade escolar em meio a discussões entre o comandante de equipe, o tenente Ronald Camacho, e profissionais da diretoria. Segundo representação feita pelo presidente Leandro Patricio da Silva do Movimento Brasil Laico, outros momentos exibem agentes intimidando membros da gestão educacional além de proferirem comentários depreciativos à figura religiosa de Iansã.

Para os representantes civis, é evidente que atuação policial ultrapassou qualquer mediação necessária ao ocorrido; ela assumiu um caráter intimidador durante uma atividade prevista por lei no ambiente pedagógico estatal.

Investigativa anterior versus novos pedidos

O pedido formal junto ao Ministério Público ocorre em função das imagens divulgadas como “fato novo”, pois a Polícia Civil já havia encerrado o inquérito sobre o caso. Na época do encerramento, delegado Saulos Ramos Furquim concluiu que “a atuação policial decorreu de procedimento padrão”, afastando indícios de instrumentalização da força pública para fins inadequados.

No entanto, essa investigação inicial terminou antes mesmo dos agentes analisarem integralmente as filmagens coletadas pelas câmeras corporais e se baseou parcialmente num relatório feito pela própria PM usando apenas quadros estáticos (frames) do evento; não constava no documento original acusações específicas feitas pelo tenente Camacho à diretora escolar em relação a “doutrinação” ou “ideologia imposta”.

Próximos passos na esfera judicial

A Associação Movimento Brasil Laico defende que o caso seja encaminhado aos núcleos especializados do Ministério Público para investigar possíveis crimes de abuso de autoridade, congraçamento ilegal e intolerância religiosa.

Além disso, eles solicitam medidas cautelares como afastamento dos policiais das atividades escolares. A entidade também pede abertura imediata de procedimentos disciplinares com potencial resultado expulsão da corporação e perda de patente militar; ainda há outras providências consideradas necessárias durante todo período apuratório.

Outras frentes: PSOL acusa racismo religioso

A Bancada Feminista do PSOL acompanhou o caso protocolando representações tanto na Corregedoria da Polícia Militar quanto no Ministério Público paulistano em defesa das vítimas pedagógicas.

As parlamentares afirmaram que a entrada desses agentes fortemente armados numa unidade infantil, apenas para contestar uma atividade sobre cultura afro – brasileira, foi além dos limites atribucionais de toda corporação e pode configurar abuso de autoridade ou até mesmo um ato de racismo contra crenças religiosas.

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!