Tensão em Ormuz afeta o petróleo: Futuros sobem, mas fluxo físico cai drasticamente!

Tensão no Estreito de Ormuz ameaça o fluxo de petróleo! Mercados futuros e físicos divergem drasticamente. O que esperar para o mercado de energia?

13/04/2026 15:31

3 min

Tensão em Ormuz afeta o petróleo: Futuros sobem, mas fluxo físico cai drasticamente!
(Imagem de reprodução da internet).

Tensão no Estreito de Ormuz Desafia Mercados de Petróleo

Refinarias localizadas na Europa e na Ásia estão intensificando a disputa por barris físicos de petróleo. Essa corrida é impulsionada pela crescente tensão na região do Estreito de Ormuz, um dos mais vitais corredores de escoamento de óleo mundial.

O cenário atual gera uma grande discrepância nos preços. Enquanto o mercado futuro ainda aponta para uma relativa calma, o mercado físico enfrenta um colapso de oferta, conforme apontaram fontes consultadas pelo Financial Times.

Divergência entre Mercados Futuros e Físicos

Os contratos futuros do petróleo tipo Brent, referência global de preços, apresentavam alta significativa. Por volta das 9h45, os contratos futuros de junho subiam 7,09%, atingindo US$ 101,95.

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De forma similar, os contratos futuros de maio do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos (EUA), também subiam 7,36%, chegando a US$ 103,69.

Análise de Especialistas sobre a Discrepância

Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities do RBC Capital Markets, classificou os valores como um “indicador defasado em relação à realidade física dos corredores marítimos”.

Essa distorção foi tão acentuada que afetou um instrumento crucial do setor energético: os contratos Brent para diferença (CFDs). Estes são usados pelas empresas para se protegerem contra variações de preço.

Impacto Operacional nos Contratos de Derivativos

Os CFDs ultrapassaram US$ 30 por barril, excedendo o limite máximo aceito pela Intercontinental Exchange (ICE), o que inviabilizou sua negociação na bolsa. Operadores relataram não terem memória de um episódio semelhante.

Restrições no Fluxo de Petróleo e Consequências Imediatas

O fluxo de petróleo no Golfo de Ormuz opera hoje com apenas 8% de sua capacidade normal, segundo análise distribuída pelo Goldman Sachs a clientes na quinta-feira.

O cessar-fogo de duas semanas anunciado entre EUA e Irã não conseguiu reabrir a via, e há um anúncio de bloqueio total do tráfego marítimo na região envolvendo o país persa a partir de hoje.

Danos à Infraestrutura e Redução da Produção

A situação foi agravada por danos à infraestrutura. Ataques recentes diminuíram a capacidade de produção em 600 mil barris por dia, o que representa uma queda de 5% sobre a capacidade total de 12 milhões de barris diários.

Além disso, o oleoduto Leste-Oeste, principal rota alternativa para exportações sauditas, também foi atingido, perdendo 700 mil barris por dia de capacidade de transporte na última semana.

Previsões de Escassez e Impacto Regional

Amos Hochstein, ex-assessor de energia no governo de Joe Biden, alertou que “se isso continuar por mais alguns dias, podemos ver o mercado decidindo que o estreito está fechado por tempo indeterminado”.

“Isso pode levar não apenas a preços mais altos, mas a uma crise real na Ásia”, pontuou. Ele enfatizou que o risco não é apenas de preços, mas de uma escassez física real em desenvolvimento.

Correção Logística Prolongada

Dennis Kissler, vice-presidente sênior de trading do BOK Financial, alertou que os desequilíbrios logísticos levarão um mínimo de 20 dias para serem corrigidos caso o fluxo de Ormuz retorne ao normal.

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