TJ-SP absolve Thiago Brennand em caso de estupro

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ – SP) acolheu um pedido da defesa e absolveu Thiago Brennand em relação a uma das nove acusações por estupro que ele enfrenta judicialmente.
A decisão tomada neste mês reverteu o veredito anterior: condenação ocorrida na primeira instância no ano de 2025 foi anulada após dois votos contra três pela acusação envolvendo a estudante Stefanie Cohen.
Detalhes legais sobre os recursos
Enquanto isso, as advogadas representando Stefanie recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), buscando restabelecer integralmente sua prisão. A defesa do réu argumentou em nota técnica que houve uma violação da legislação federal por dar peso excessivo e unilateral às provas digitais sem comprovar cadeia de custódia dos materiais apreendidos.
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Por outro lado, o grupo jurídico defensor apontou ainda falhas no cumprimento tanto do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quanto os ditames contidos na Lei Mariana Ferrer — norma criada justamente para coibir atentados à dignidade feminina durante processos relacionados a violência sexual.
Outras acusações criminais contra Brennand
Apesar da reversão em relação ao estupro e das inconsistências que levaram desembargadores paulistas a concluir pela absolvição devido às dúvidas levantadas, o empresário mantém outras três condenações judiciais ainda pendentes. Ele está preso desde abril de 2023, atualmente cumprindo pena na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, localizada no interior de São Paulo, município de Potim.
Além dos crimes sexuais imputados pelo Ministério Público (MP) de São Paulo — como cárcere privado, tortura ou lesões corporais gravíssimas —, há registros adicionais contra Brennand por não autorização da intimidade sexual e divulgação posterior dessas cenas em contextos íntimos.
O relato das vítimas
Stefanie Cohen relatou que foi dopada durante um jantar realizado com o empresário. Ela afirmou ter sido levada a um hotel onde teria sofrido estupro na presença dele ainda ameaçando divulgar vídeos privados.
“Eu estava passando mal, e ele forçando a relação sempre de forma violenta,” disse Stefanie ao Estadão no ano de 2022. “Não houve relação consensual em nenhum momento… Eu lembro implorar que não.” O depoIMENTO detalhou também como ela reagiu à violência física sem sucesso por parte do agressor.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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