Uber e Wise ditam o ritmo: o que muda no mercado de escritórios de São Paulo em 2026?

Uber e Wise ditam o ritmo em São Paulo! Descubra como o alto padrão de escritórios em 2026 está mudando o mercado e quais ativos vão sobreviver.

16/04/2026 16:07

4 min

Uber e Wise ditam o ritmo: o que muda no mercado de escritórios de São Paulo em 2026?
(Imagem de reprodução da internet).

Mercado de Escritórios de Alto Padrão em São Paulo em 2026: Foco em Qualidade

O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo iniciou 2026 com um padrão de demanda bem definido: há uma clara migração para ativos de maior qualidade. Este movimento, segundo análises, ainda não possui a mesma intensidade observada no restante da América do Sul.

No primeiro trimestre, o setor foi impulsionado por grandes empresas dos setores de tecnologia e finanças. Destaque para a Uber e a Wise, conforme apontado no relatório MarketBeat da Cushman & Wakefield, divulgado pela EXAME.

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Grandes Ocupações e Indicadores de Mercado

A Uber alugou 15.982 metros quadrados no edifício JK Square, na região da JK, enquanto a Wise ocupou 14.184 metros quadrados no River South, na Marginal Pinheiros. Juntas, essas duas operações superaram significativamente a média do mercado e concentraram grande parte da absorção do período.

Análise dos Dados de Ocupação

Matheus Cardoso, presidente da Cushman para a América do Sul, ressaltou que “São dois grandes destaques. O resto das locações ficou abaixo de 6 mil metros quadrados”.

Em termos gerais, a absorção líquida foi positiva, totalizando 62.555 metros quadrados, com um volume total de locações de 88.452 metros quadrados. Paralelamente, a taxa de vacância diminuiu para 11,38%, aproximando-se do nível de equilíbrio esperado pelo mercado.

A Seletividade do Mercado e a Vacância

A queda na vacância, contudo, não é homogênea em toda a cidade, o que sinaliza uma mudança estrutural profunda no setor imobiliário.

O Foco nos Ativos Premium

“A vacância tem caído não pelo mercado inteiro de São Paulo. O que tem puxado a vacância média para baixo são os mercados premiums. Ativos obsoletos vão continuar sofrendo, infelizmente, porque o mercado está seletivo”, explicou Cardoso.

O protagonismo de empresas como Uber e Wise reforça essa tendência, pois ambas optaram por edifícios modernos, eficientes e com excelente localização — um padrão que direciona a demanda desde o período pós-pandemia.

Dinâmica Regional e Eixos de Valorização

Essa preferência por locais de ponta gera uma concentração de demanda em áreas específicas. A região da JK liderou a absorção líquida, impulsionada pela entrada da Uber. Já a ocupação relevante da Wise contribuiu para reduzir a vacância na Marginal Pinheiros para 27,22%.

A Lógica dos Eixos Paulistanos

Cardoso apontou que a Faria Lima mantém seu papel central e continuará sendo um eixo de referência. Ele descreveu o movimento de expansão como um processo de transbordo, citando a Rebouças como um desdobramento natural da Faria Lima.

Essa dinâmica explica as variações de preço e ocupação. Enquanto a Faria Lima mantém valores elevados, como R$ 290,19/m², e baixa disponibilidade, eixos como Chucri Zaidan e Marginal Pinheiros atraem empresas buscando maior escala e custo-benefício.

Perspectivas e Contexto Macroeconômico para 2026

Apesar de um ajuste pontual no preço médio, que fechou o trimestre em R$ 138,35/m², os ativos mais disputados continuam valorizados. Pinheiros e Paulista também apresentaram alta, beneficiados por novos empreendimentos e reposicionamento de imóveis.

Olhando para o futuro próximo, o cenário deve se tornar ainda mais competitivo, com 352.912 metros quadrados em construção e previsão de entregas em áreas como Chucri Zaidan, Pinheiros e Itaim.

O Brasil como Polo Regional

O conceito de flight to quality diferencia o Brasil no cenário sul-americano. Cardoso afirmou que o país é o principal mercado imobiliário da região e o que mais apresenta potencial de crescimento.

Ele observou que, embora tendências de qualidade estejam surgindo em outros países sul-americanos, elas ainda estão em estágios iniciais, diferindo de economias mais estáveis como a brasileira, que passou por um período de ajuste econômico.

Com o PIB brasileiro crescendo 2,3% em 2025 e a taxa Selic em 14,75% em março de 2026, o mercado madurou. O perfil mudou de euforia para um ambiente mais disciplinado e criterioso, onde a escolha do escritório é, cada vez mais, uma decisão baseada na qualidade.

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