Vanessa Santini Gomes integra Escritório ONU Jovens após trajetória na UNFCCC

Vanessa Santini Gomes assume papel estratégico na ONU Jovens após liderar iniciativas climáticas da UNFCCC.

29/06/2026 11:02

4 min

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Com apenas treze anos em um interior de Minas Gerais, Vanessa Santini Gomes jamais imaginou que sua trajetória a levaria ao sistema das Nações Unidas. Mais de uma década depois desse início modesto, ela integra o Escritório para Jovens da ONU — instância responsável por coordenar e avaliar anualmente estratégias globais voltadas à juventude na organização.

Atualmente no centro deste trabalho internacional, onde auxilia iniciativas através de pesquisas complexas e elaboração de documentos oficiais, Vanessa conta seu caminho desde os movimentos juvenis até as salas de decisão climáticas do planeta.

Do ativismo local às Conferências Climáticas

O interesse pelos órgãos internacionais surgiu gradativamente em suas primeiras experiências com causas sociais. Inicialmente focada no ativismo de gênero ainda distante dos círculos diplomáticos, a virada aconteceu durante o período universitário.

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Uma amiga próxima compartilhou informações sobre conferências globais voltadas ao clima na faculdade; esse contato foi decisivo para que ela passasse a explorar profundamente como se interligam questões ambientais e femininas (gênero e clima.

“Poder sentar em salas de decisão mudou a minha visão do que era possível”, relembra Vanessa Santini Gomes após seu envolvimento crescente nas Conferências das Partes (COPs) da ONU e na Convenção Climática. Esse engajamento culminou com sua coordenação no movimento jovem dentro da própria UNFCCC, o braço climático global.

A BRASA: A ponte entre Minas Gerais e as Nações Unidas

Vanessa atribui grande parte dessa transformação profissional à Associação Brasileira dos Estudantes por Desenvolvimento Sustentável — BRASA. Ela afirma categoricamente não veria estudar pela Duke University nos Estados Unidos sem esse suporte institucional de apoio contínuo em seus últimos cinco anos de vida acadêmica. BRASA a levou para conferências diversas regiões americanas; já BRASA Summit Américas conectou seu círculo com outros brasileiros que estudam no exterior, formando uma rede essencial.

Foi dentro desse ecossistema construído ao longo do tempo e da participação ativa na UNFCCC é que ela passou pelo reconhecimento. O envolvimento dela foi tão notório por meio dessa comunidade BRASA local quanto o trabalho realizado nas pautas climáticas internacionais — um histórico sólido —, levando à indicação direta pela própria área em qual estava atuandoA rede te abre a porta, mas quem entra é quem já vinha se preparando”, resume Vanessa sobre como sua preparação interna converteu – se numa oportunidade concreta de carreira internacional.

Dados mostram: Suporte supera apenas bolsa integral

Para entender essa dinâmica entre mérito acadêmico e suporte estrutural, os números da BRASA são reveladores. Em 12 anos de atuação na missão de empoderar líderes brasileiros que sonham com o exterior, a organização mentorou mais de mil estudantes e recebeu um total superior a cinco mil candidaturas para seu programa. Dos mentees acompanhados pelo Programa de Mentorias BRASA Pré,, impressionantes dados apontam que eles conseguem aprovação em até 85% dos melhores programas globais.

A representatividade também é marcante: parte significativa do grupo vem de grupos historicamente subrepresentados no cenário acadêmico internacional; há uma taxa alta (75%) de mulheres entre os participantes. Segundo André Hiroki, diretor de Impacto Social da BRASA, o alto interesse reflete justamente essa lacuna informativa sobre como e por onde começar um projeto fora. Ana Clara Cardoso, analista de impacto social na associação, explica ainda que a transversalidade oferecida pelo programa — desde apoio psicológico até contato com exalunos já estabelecidos lá —, garante as altas taxas de aprovação.

O papel das associações no acesso ao conhecimento global

Para Vanessa Santini Gomes, sua história ilustra perfeitamente esse suporte. Ela enfatiza para leitores em contextos mais distantes o Brasil profundo ou regiões menos favorecidas como essas instituições fazem um trabalho vital Associações como uma BRASA faz justamente esse papel de viabilizar oportunidades que não chegam a todos jovens,” conclui ela sobre seu caminho profissional transformado.

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