Visa Inteligente Commerce fecha primeira compra automática com Banco do Brasil

Visa Intelligent Commerce realiza primeira compra automática com Banco do Brasil, impulsionando inovação no comércio eletrônico nacional.

25/06/2026 17:26

5 min

Brasil deve concentrar US$ 4,2 bilhões em gastos com inteligência artificial em 2026, segundo a IDC
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Passar horas comparando preços em diferentes lojas ou digitar dados do cartão e acompanhar prazos é o cenário que a maioria das pessoas ainda enfrenta ao comprar online.

No entanto, quando se trata de fornecedores comerciais, esse processo torna – se diário para os comerciantes. Por isso surgiram assistentes virtuais com inteligência artificial (IA), criados justamente para absorver essa carga operacional complexa sem exigir intervenção humana constante.

Agentes IA: Como funcionam as compras automatizadas

Esses agentes recebem um pedido descrito naturalmente pelo usuário; eles vasculham catálogos inteiros, comparando diversas opções disponíveis no mercado em busca da melhor alternativa possível e podem finalizar o pagamento integralmente na autorização do consumidor.

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A tecnologia já saiu dos testes conceituais brasileiros. A Visa realizou a primeira transação desse tipo aqui ainda em março de 2026, utilizando sua plataforma chamada Visa Intelligent Commerce, que foi desenvolvida junto ao Banco do Brasil para viabilizar essa automação.

Diferença entre agente IA e chatbot comum. Um agente de compra com inteligência artificial executa toda uma tarefa automaticamente: ele entende um pedido complexo, pesquisa opções variadas por critérios como preço ou frete grátis, avaliações e prazo de entrega — tudo isso podendo concluir o pagamento sem abrir nenhum site.

Essa autonomia é a grande diferença comparado aos chatbots tradicionais. Os modelos convencionais funcionam mais passivamente; eles apenas respondem dúvidas pontuais ou indicam links externos, mas não executam etapas do processo em nome do usuário final.

O passo – a – passo da transação automatizada

Os agentes operam na prática agindo quase como procuradores digitais: tomam decisões dentro dos parâmetros que você definiu previamente – seja uma faixa orçamentária específica, marca preferida de produto ou tipo de frete desejado — e fazem isso sem precisar de aprovação manual para cada pequena etapa.

Geralmente, o ciclo completo segue quatro fases. Primeiro é a Instrução, onde o consumidor descreve exatamente o desejo usando linguagem comum; em seguida vem a fase de Pesquisa, momento em que o agente consulta catálogos diversos, verifica estoque disponível, compara preços reais e identifica cupons ativos.

Na terceira parte ocorre a Seleção: com base nos critérios definidos pelo usuário (como orçamento), o sistema filtra as opções disponíveis no mercado apresentando apenas os melhores resultados possíveis antes da aprovação final do cliente.

Por fim está a Execução. O agente preenche todos os dados necessários para entrega física ou digital, aplica um meio de pagamento autorizado por você e conclui integralmente todo o pedido na plataforma parceira.

Grandes players já implementaram agentes em suas plataformas

A demanda global é enorme; segundo levantamento “O Comércio do Amanhã, Hoje”, realizado pela Visa junto ao Institute for the Future: 82% dos brasileiros manifestam interesse nesses assistentes pessoais com IA — índice que supera significativamente a média mundial registrada (76%.

No mercado prático, alguns serviços avançados estão disponíveis. O Buy with Pro da Perplexity funciona para assinantes no plano Pro nos Estados Unidos e permite finalizar compras dentro de seu próprio aplicativo usando Pay Pal ou frete grátis.

Outros exemplos incluem o ChatGPT, lançado por OpenAI em setembro de 2025 como recurso Instant Checkout; contudo, já houve um recuo estratégico na tecnologia até março de 2026: hoje ele atua mais focado apenas em pesquisa comparativa.

Impacto estrutural nas vendas online

O que muda para quem vende produtos pela internet

Para lojas virtuais (e –commerce), a chegada desses agentes altera completamente onde está concentrada a disputa pelo cliente. No modelo tradicional, os comerciantes investem pesadamente em SEO e anúncios pagos visando atrair cliques humanos.

Com o agente IA atuando como intermediário principal do consumidor, determina agora não é tanto um anúncio chamativo ou banner de destaque; mas sim a qualidade dos dados fornecidos sobre cada produto: descrições completas por máquina legíveis, preços atualizados instantaneamente no sistema, estoque sincronizado 24 horas por dia e informações detalhadas de frete acessível via tecnologia.

Os números confirmam essa mudança estrutural para vendedores online nos Estados Unidos. Dados da Adobe Analytics mostram que tráfego gerado exclusivamente por fontes de IA em sites varejistas cresceu impressionantes 393% apenas no primeiro trimestre de 2026.

Além disso, os consumidores vindos dessas novas vias digitais passam mais tempo na página (em média 48%), navegam um número maior de páginas do site (13%) e apresentam taxas de conversão superiores às dos canais tradicionais como busca paga ou email marketing.

Segurança das transações: o desafio final

A segurança é a principal barreira para adoção total da tecnologia Autorizar que uma IA acesse dados bancários sensíveis, explore catálogos inteiros em várias lojas diferentes e finalize compras exige altíssimo nível de confiança. Por isso, os sistemas avançados utilizam tokenização— técnica sofisticada onde são substituídos os números reais do cartão por um código temporário Neste sentido, protocolos específicos surgiram; como foi lançado pela Visa com mais dez parceiros no protocolo Trusted Agent Protocol (outubro/2025), ajudando lojistas a distinguir agentes legítimos daqueles maliciosos

Quando vale o uso dos assistentes IA para compra

Apesar da revolução tecnológica, há momentos em que é melhor usar esses agentes e outros quando não se trata de compras muito subjetivas. Eles funcionam excepcionalmente bem naquilo que envolve repetição ou baixo risco financeiro — penseem em itens básicos do supermercado ou reposição mensal de insumos de escritório.

Outro benefício notável ocorre ao monitorar preços: quem precisa acompanhar oscilações constantes (como passagens aéreas) pode configurar um piso no agente; ele só executará a transação automática quando atingir aquele valor desejado.

O uso corporativo mostra o potencial da IA

No ambiente empresarial, os setores responsáveis pela compra (*procurement*) já testam agentes para automatizar pedidos recorrentes. A IBM divulgou estudo realizado em junho de 2025 apontando que 67% dos CEOs brasileiros estão adotando esses assistentes operacionais nas suas empresas — taxa superior à média global registrada.

Para compras com alto grau subjetivo (como roupas ou presentes), é mais produtivo usar o agente como um mero auxiliar: ele deve filtrar as opções e organizar todas as informações relevantes; mas a decisão final do consumidor precisa permanecer totalmente manual.

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