Vivo eleva padrões: Diversidade passa pelo Comitê Executivo

Vivo impulsiona diversidade executiva após investimento estratégico desde 2018, com foco crescente na inclusão racial e LGBTQI+.

01/07/2026 20:03

3 min

Fernando Luciano lidera a agenda de diversidade da Vivo desde 2018
Fernando Luciano lidera a agenda de diversidade da Vivo desde 20...

Apesar da tendência observada no setor empresarial brasileiro indicar um esfriamento nas discussões sobre diversidade nos últimos anos, uma das maiores operadoras de telecomunicações do país manteve forte investimento na área.

“Na vivo“, empresa líder nesse segmento nacional, ampliou suas meta de inclusão ao ponto de exigir resultados diretos em diversos níveis da liderança executiva dos colaboradores.

Vivo eleva padrões: Diversidade passa pelo Comitê Executivo

Fernando Luciano, vice – presidente de Pessoas da Vivo, avalia que o tema tem perdido força entre outras empresas. Ele explica a decisão corporativa como sendo “a escolha oposta” à tendência geral observada no mercado. A iniciativa não é recente; já havia sido estruturada desde 2018 pela companhia após constatar um descompasso significativo entre sua composição interna e a diversificação real do Brasil brasileiro na época.

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Inicialmente restrita ao setor de Recursos Humanos (RH), em pouco tempo a pauta ganhou escala dentro dos bastidores empresariais. Segundo Fernando Luciano, hoje ela figura nas discussões mensais realizadas pelo Comitê Executivo da empresa. Isso exigiu que o tema fosse levado além das fronteiras exclusivas da área de Pessoas para conseguir apoio forte por toda organização.

Ações concretas: Revisão total nos processos internos

Desde então, os procedimentos operacionais foram revisados completamente pela Vivo. A companhia criou programas específicos voltados aos quatro pilares definidos – raça, gênero, pessoas com deficiência e população LGBTI+ –, reformulou também todo processo seletivo.

Além disso, a capacitação dos gestores passou a incluir treinamentos focados em identificar vieses inconscientes no ambiente corporativo.

Nos estágios e programadores jovens aprendizes da empresa há uma reserva de vagas que é destinada à comunidade negra. Os números atuais demonstram um avanço constante: colaboradores negros representam 34,3% nos cargos de liderança e compõem o percentual maior do quadro total (45,8%.

Metas ambiciosas para alta gestão

Em relação ao gênero feminino na força de trabalho, as mulheres somam hoje 44,6% dos funcionários totais; já ocupam a marca de 39,3% em posições de lideranças executivas. A presença LGBTI+ também está consolidada com uma estimativa de que cerca de uma pessoa em cada dez se declara parte dessa comunidade.

A Vivo estabeleceu metas claras até 2035: alcançar um patamar onde pessoas negras representem 40% nos cargos de direção e elevar o percentual feminino tanto no nível geral quanto especificamente nas altas esferas da gestão.

Desempenho individual é critério inegociável

“O desempenho continua sendo o principal critério,” afirma Luciano sobre a avaliação dos colaboradores, reforçando que as políticas inclusivas não alteram os critérios individuais. Para ele, qualquer política sustentável só existe quando regras iguais são aplicadas para todos em relação ao trabalho.

Ele enfatiza ainda que haverá tensões sempre que se busca uma jornada consistente com responsabilidade: “Quando colaboradores não apresentam performance desejada, consequências serão aplicadas independentemente de idade, gênero, cor de pele ou orientação sexual”.

A preocupação atual da Vivo reside justamente garantir que esses avanços na contratação sejam refletidos também nas promoções e no desenvolvimento das futuras lideranças corporativas.

Programas focados nos líderes

Por isso, a empresa investe pesadamente em programas voltados diretamente aos gestores. Entre eles estão o programa Raça em Foco, desenhado para preparar os líderes acompanhando ativamente profissionais negros. Outra iniciativa é Acessibilidade em Foco, lançado especificamente em 2026 com objetivo de formar gerentes capazes de remover barreiras físicas ou estruturais enfrentadas por pessoas com deficiência dentro da companhia.

Enquanto parte do mercado tende ao retrocesso na pauta social e corporativa, a Vivo demonstra que manter metas claras junto à cobrança ativa no dia – a – dia profissional é fundamental para diferenciar um mero discurso público prático empresarial real.

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