Watch Brasil investe R$ 50 milhões em tecnologia e projeta crescimento de 46% em 2026

A Watch Brasil, plataforma que conecta provedores regionais de internet a serviços de streaming, investiu R$ 50 milhões em tecnologia própria para impulsionar seu crescimento e capturar audiência durante a Copa do Mundo. A empresa aposta na redução do atraso das transmissões ao vivo e projeta um crescimento de 46% em 2026, após faturar R$ 137 milhões em 2025.
Maurício Almeida, fundador da Watch Brasil, afirma que o evento esportivo representa uma “oportunidade de descomoditização do segmento. Ela transforma o streaming em experiência e muda a percepção de valor do assinante”. Além do foco no torneio, a companhia planeja expandir sua atuação para a Europa e Estados Unidos.
Investimento em Tecnologia e Redução de Latência
Grande parte do investimento recente foi direcionada à criação de uma infraestrutura proprietária de software. A empresa internalizou o desenvolvimento da plataforma, encerrando contratos externos.
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Segundo Almeida, essa mudança tecnológica permitiu reduzir em até 60% a latência das transmissões esportivas. O atraso, que chegava a quase um minuto em alguns cenários, foi reduzido para um intervalo de 8 a 10 segundos em transmissões de baixa latência.
A Watch Brasil também lançou uma nova suíte de aplicativos nativos para diferentes sistemas operacionais e televisores. Atualmente, metade da audiência da plataforma consome conteúdo diretamente pela TV conectada.
Estratégia para a Copa do Mundo
Durante a Copa, a plataforma concentrará programação, tabelas e transmissões dos jogos. O projeto inclui um agente de inteligência artificial para auxiliar os usuários a localizar partidas e canais.
Almeida observou que o impacto comercial do evento já começou antes do início dos jogos, citando o aumento nas ativações de pacotes esportivos por parte dos provedores.
Estratégia de Mercado e Expansão Internacional
Após o término da Copa do Mundo, a Watch Brasil manterá a transmissão de 80% dos principais campeonatos brasileiros e internacionais, visando reter os usuários interessados no tema.
A companhia também está acelerando o crescimento por meio de novas frentes de negócio. O Watch Free, um plano gratuito baseado em publicidade, funciona como porta de entrada para novos usuários, com o objetivo de converter parte dessa base para pacotes pagos.
A Watch Brasil trabalha com provedores regionais de internet para mostrar que o streaming pode ser um diferencial competitivo, ajudando a aumentar a receita e a retenção de clientes.
Em relação ao mercado, Almeida aponta que parte do setor ainda se limita a vender apenas por preço e velocidade de conexão, sem explorar serviços agregados.
Expansão Global e Inteligência Artificial
A empresa expandiu sua presença internacionalmente, abrindo escritórios em Lisboa e Miami para oferecer sua tecnologia em modelo white label. A meta é que 5% do faturamento venha do exterior até o fim de 2027.
Almeida ressalta que o licenciamento de conteúdo fora do Brasil é complexo, pois está diretamente associado ao território. Ele afirma que “Licenciar conteúdo para a Europa, por exemplo, é muito caro”.
Para otimizar processos, a Watch Brasil criou uma área dedicada ao desenvolvimento de inteligência artificial. Essa tecnologia será aplicada em recomendação de conteúdo, automação de processos internos e aumento da produtividade dos desenvolvedores.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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