WTA obriga teste genético SRY para tenistas profissionais

As tenistas profissionais deverão realizar um novo exame obrigatório para poderem competir no circuito WTA: será necessário testar o gene SRY.
A entidade anunciou essa atualização na política de elegibilidade neste domingo e determinou que as regras entrarão em vigor nesta terça – feira, dia 21 (sem especificar mês). O teste genético visa determinar se há presença do marcador biológico masculino nos atletas femininas antes das competições.
Como funciona o Teste Genérico
O procedimento é único ao longo da carreira esportiva da atleta. Segundo a própria WTA, ele identifica especificamente o gene SRY — um indicador usado para definir sexo biológico. A triagem pode ser feita através de esfregaço bucal ou por exame de sangue.
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A Associação confirmou à Reuters que “a elegibilidade para participar de torneios da WTA será confirmada por meio de um processo de triagem obrigatório e único para o gene SRY”. Um porta – voz acrescentou ainda informações sobre os prazos: “Essa primeira rodada das jogadoras terá início em 2026“.
Mudanças na política anterior
Anteriormente, a regra permitia que mulheres transgênero disputassem as competições caso declarassem seu gênero como feminino. Além disso, era exigido manter níveis reduzidos de testosterona pelo período de dois anos antes do retorno ao circuito.
“A WTA reconhece que esta é uma questão delicada e complexa”, afirmou um representante da entidade no contexto dessas mudanças políticas. Ele garantiu o compromisso com “tratar todas as jogadoras com dignidade” durante toda implementação desse novo protocolo genético.
Debates sobre inclusão esportiva
O debate em torno dos direitos das atletas trans não se restringe à própria WTA. Outras grandes entidades já adotaram medidas semelhantes nos últimos tempos: a World Athletics e também a World Boxing implementaram testes genéticos parecidos recentemente na esfera desportiva, respectivamente
No âmbito olímpico, foi determinado que apenas aquelas atleta biologicamente do sexo feminino — cujo gênero é definido por um teste único —, poderão participar de provas femininas nas Olimpíadas no mês passado (sem especificar ano). Por outro lado, grupos defensores da causa transgênero criticam veementemente essa exclusão, alegando ser uma forma clara de discriminação
Visões contrastantes sobre o tema
“A WTA está comprometida em implementar esta política seguindo todas as medidas adequadas para confidencialidade e proteção dos dados”, completou a fonte. No entanto, críticos à inclusão argumentaram publicamente na esfera esportiva que passar pela puberdade masculina confere vantagens musculoesqueléticas significativas — algo que nenhuma transição hormonal conseguiria neutralizar.
O histórico do esporte também registra casos notáveis: Renee Richards foi tenista transgênero no circuito profissional entre 1977 e 1981; ela mais tarde se tornou treinadora de Martina Navratilova. Em anos recentes, Aryna Sabalenka já havia considerado injusto enfrentar jogadoras consideradas trans em suas partidas.
Reações históricas das estrelas
A questão gerou reações fortes até mesmo por lendas. Billie Jean King, vencedora da “batalha dos sexos” ocorrida nos Estados Unidos em 1973— quando conquistou o título mundial —, classificou a exclusão dessas atletas como um ato discriminatório.
Em contrapartida ao debate técnico e regulamentar que envolve os genes SRY é importante notar as diferentes perspectivas: enquanto alguns grupos defendem totalmente sua inclusão no esporte de alto nível; outros focam nas vantagens físicas adquiridas durante fases masculinas do desenvolvimento.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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