Adam Grant alerta: “Você me faz sentir…” revela lacuna na Inteligencia Emocional

A inteligência emocional deixou de ser apenas uma habilidade desejável para se tornar um pilar fundamental nas empresas modernas. Em ambientes que adotam o trabalho híbrido e equipes multidisciplinares — além do avanço da artificial intelligence —, profissionais capazes de gerenciar suas emoções e construir relações saudáveis ganham destaque no mercado corporativo.
Nesse cenário, especialistas apontaram como a forma de expressar sentimentos pode revelar muito sobre as competências emocionais individuais. Segundo Adam Grant, psicólogo organizacional professor na Wharton School (Universidade da Pensilvânia), há expressões comuns perigosas: “Você me faz sentir…”.
A armadilha atribuir culpa pelas próprias emoções
Essa frase é frequentemente usada em desentendimentos pessoais ou conflitos profissionais difíceis. Embora pareça apenas uma maneira simples de comunicar um sentimento, ela carrega o peso implícito de transferir para outra pessoa total responsabilidade por aquilo que se sente.
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Para especialistas como Adam Grant — conforme discutido no podcast ReThinking —, essa reação diminui a capacidade do indivíduo assumir corresponsável pelo próprio estado emocional; trata – se justamente de um dos pilares da inteligência emocional desenvolvida pela autoconsciência. É fundamental reconhecer esse ponto ao tentar resolver tensões interpessoais.
O caminho consciente: administrando sentimentos
A discussão sobre este tema foi enriquecida com Susan David, psicóloga afiliada à Harvard Medical School e autora conceito conhecido por agilidade emocional. Ela defende que as emoções não devem ser nem ignoradas ou terceirizadas em culpa alheia, mas sim conscientemente compreendidas e gerenciadas pelo próprio indivíduo.
Segundo a especialista de Boston, o desenvolvimento da inteligência começa quando a pessoa para de ver suas vivências emocionais como algo provocado exclusivamente pela influência do ambiente externo; é preciso entender qual papel ela desempenha na interpretação das situações vividas. Essa mudança mental transforma uma reação passiva em ação consciente sobre si mesmo.
Competências socioemocionais no mercado global
Nos últimos anos, as competências que envolvem emoções ganharam um protagonismo inédito nas empresas. O relatório Future of Jobs 2025, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum), lista inteligência emocional, resiliência e flexibilidade entre os atributos mais importantes de se ter até o final da década corporativa atualizada pela IA.
O motivo desse destaque está ligado às transformações causadas pelas tecnologias avançadas: enquanto tarefas operacionais ou técnicas caminham para níveis crescentes de automação por parte das máquinas, habilidades humanas como empatia, comunicação eficaz, negociação complexa e gestão construtiva de conflitos tornam – se difíceis — quase impossíveis —, de serem substituídas. Empresas do setor tecnológico já confirmaram publicamente que buscam profissionais com alta capacidade técnica combinada a elevada inteligência emocional. Essa combinação é vista hoje pelo mercado global em qualquer nível hierárquico da organização corporativa.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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