Fiocroz Aponta Mais De Cento E Vinte Mil Mortes Em Ondas De Calor

Fiocroz aponta saldo trágico de centenas de vítimas fatais decorrentes da onda de calor que assolou o Brasil.

07/07/2026 16:25

4 min

Saúde climática: eventos extremos afetam produtividade, custos e continuidade operacional, sobretudo na Amazônia.
Saúde climática: eventos extremos afetam produtividade, custos e...

Ondas de calor e enchentes já alteraram drasticamente a saúde da população brasileira, gerando impactos diretos na produtividade operacional dos negócios em todo o país. Essa preocupação se intensifica particularmente na Amazônia, onde os eventos climáticos extremos somam dificuldades logísticas e acesso limitado aos serviços públicos.

Foi nesse contexto que ocorreu um debate importante durante uma reunião realizada em Belém— considerada o primeiro encontro climático após a COP 30 —, reunindo setores público, privado e civil para discutir medidas cruciais de adaptação regional voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Custos invisíveis: como clima afeta as empresas

Embora parte do setor empresarial ainda trate a crise climática apenas sob a ótica reputacional ou das metas ESG (Ambiental, Social e Governança), seus efeitos práticos já chegam às operações diárias. Os impactos se manifestam por meio da perda gradual de produtividade dos trabalhadores, aumento nos custos operacionais e interrupções no fornecimento.

Leia também

Dados históricos mostram o prejuízo financeiro dessa instabilidade ambiental. Um relatório apontou que entre 2014 e 2023 houve uma perda anual estimada em 6,2 bilhões de horas trabalhadas no Brasil devido à exposição ao calor — um número superior aos registrados no período anterior a ele, como foi visto na comparação com os anos de 1991 a 1999 (aumento de 3%.

Essa diminuição da força de trabalho representa perdas potenciais significativas para as economias locais; estima – se até US 19,64 milhões anuais apenas por conta dessa redução. Por outro lado, o impacto já é fatal: segundo estudo recente divulgado pela Fiocruz sobre ondas de calor entre 2000 e 2019, mais de cento e vinte mil mortes foram registradas no país.

Pressão nos serviços médicos em um clima instável

Os efeitos do aquecimento global também pressionam os sistemas de saúde pública com a crescente capacidade reduzida dos trabalhadores e maior número de afastamentos clínicos. No entanto, na rotina das consultas médicas não há sempre uma identificação clara da origem desses problemas; eles surgem como crises respiratórias ou gastrointestinais variados.

Sintomas comuns incluem tosse persistente, tontura, desidratação severa, pressão arterial irregular (descompensada) e diarreia intensa. Além disso, o aumento nas temperaturas junto às alterações no padrão pluviométrico modificaram drasticamente tanto a sazonalidade quanto a distribuição geográfica dessas doenças já conhecidas: dengue, malária, zika, chikungunya, leishmaniose — além de enfermidades transmitidas pela água —, sem contar os agravamentos em quadros cardiovasculares, renais e pulmonares.

Riscos específicos na região amazônica. Na Amazônia Legal, essa complexidade aumenta devido à dificuldade intrínseca do transporte entre comunidades isoladas ou ribeirinhas. Populações indígenas, quilombolas, rurais e periféricas estão particularmente expostas quando ocorrem cheias extremas, secas prolongadas ou queimadas.

“Uma orientação que funciona bem numa capital pode não funcionar da mesma forma para uma comunidade de ilha, rio ou periferia urbana,” alerta Wanderson Gonçalves, professor em Afya Abaetetuba e doutor em Oncologia e Ciências Médicas. Ele enfatiza a necessidade urgente combinar o conhecimento científico com um profundo entendimento das necessidades locais — “escuta comunitária”.

Estratégias: prevenção na formação profissional

Para enfrentar essa realidade complexa, é fundamental ir além do tratamento pontual dos sintomas clínicos. A própria Afya promoveu atividades educativas durante sua II Semana do Clima Amazônia sob o ciclo “ABC do Clima e Saúde”, abordando desde doenças transmitidas por mosquitos até ansiedade climática.

A empresa também realizou uma aula pública intitulada “História, Saúde e Clima” em Belém que reuniu cerca de duzentas pessoas para discutir como a ocupação urbana histórica influenciou diretamente as condições da saúde coletiva local.

O papel das empresas na mitigação. Para os setores empresariais, adaptar significa incorporar ativamente essa visão clínica ao planejamento geral dos riscos. Isso exige mapear não apenas o território físico do negócio, mas principalmente identificar trabalhadores ou áreas mais vulneráveis aos efeitos climáticos.

A resposta eficaz deve ser abrangente: criar protocolos específicos contra calor excessivo e fumaça; ajustar jornadas laborais em função de enchentes previstas; além disso, preparar planos robustos para garantir a continuidade operacional mesmo diante da instabilidade ambiental crescente.”

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!