Anthropic entrega IA de cibersegurança Myhtos à União Europeia em acordo crucial

União Europeia e Anthropic Negociam Acesso à IA de Cibersegurança Myhtos
A Anthropic disponibilizou à União Europeia acesso à sua inteligência artificial de cibersegurança, Myhtos, conforme reportado pela Bloomberg e pelo Financial Times. Até o momento, o uso da ferramenta tem sido restrito devido à sua capacidade de identificar e explorar vulnerabilidades em sistemas.
Atualmente, apenas o governo do Reino Unido, fora dos Estados Unidos, possui acesso à IA.
Discussões em Andamento sobre o Acordo
Segundo uma fonte da Agência Europeia de Segurança da Informação (Enisa), as condições do acordo ainda estão em fase de discussão. O porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, confirmou a informação, destacando que os encontros com a Anthropic foram produtivos e que o desenvolvimento representa um avanço crucial para entender os riscos potenciais.
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A Comissão Europeia busca uma visão clara sobre esses riscos.
Projeto Glasswing e a Colaboração
Na semana passada, representantes da Comissão Europeia viajaram para São Francisco para negociar a entrada no Projeto Glasswing, lançado em abril. Este projeto reúne empresas americanas que utilizam a IA Myhtos desde abril de 2026 para identificar vulnerabilidades em seus sistemas.
Entre os participantes estão Amazon Web Services, Apple, Broadcom, Cisco, CrowdStrike, Google, JPMorganChase, Fundação Linux, Microsoft, Nvidia e Palo Alto Networks. O objetivo é criar uma resposta coordenada às ameaças representadas pela IA.
Capacidades e Riscos da IA Myhtos
A Anthropic afirma que a IA Myhtos possui uma capacidade superior à de muitos humanos na identificação e exploração de falhas em softwares. O projeto visa utilizar essa habilidade de forma defensiva, com acesso restrito a organizações selecionadas.
A empresa alerta que outros modelos similares podem surgir, possivelmente com atores menos comprometidos com a segurança, o que poderia ter consequências graves para economias, segurança pública e nacional.
Avaliação do Instituto AI Security
O Instituto AI Security avaliou o Myhtos e constatou sua capacidade de realizar ataques em múltiplas etapas em redes vulneráveis, além de descobrir e explorar vulnerabilidades de forma autônoma – uma tarefa que demandaria dias de trabalho para profissionais.
Em comparação, modelos de dois anos atrás não conseguiam completar tarefas cibernéticas básicas. No entanto, a eficácia do Myhtos depende de sistemas menores e mais vulneráveis, e a Anthropic não tem certeza se a ferramenta seria capaz de atacar sistemas bem protegidos.
Implicações Geopolíticas e o Uso da Tecnologia
Em entrevista ao Financial Times, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, mencionou que a tecnologia pode ser utilizada em defesa de países aliados aos EUA, como a Ucrânia e Taiwan. Ele enfatizou que a intenção é evitar o uso da IA para fins antidemocráticos, seja por governos autocráticos ou por governos aliados.
A Anthropic busca garantir que a tecnologia seja utilizada para proteger a segurança global.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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