Banco do Brasil Alerta: Inadimplência no Agronegócio Ameaça Rentabilidade

Inadimplência no Agronegócio Aumenta, Impactando o Banco do Brasil
O Banco do Brasil enfrenta um cenário preocupante com o aumento da inadimplência, não apenas na área rural, mas também entre clientes com operações de varejo. Em seu balanço referente ao primeiro trimestre de 2026, a instituição financeira revelou que produtores rurais com dificuldades financeiras estão pressionando linhas de crédito, como cartões de crédito, devido à forte dependência financeira que muitos clientes do agronegócio têm com o banco.
Segundo Felipe Prince, vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco (CRO) do Banco do Brasil, a situação é resultado do fato de que muitos produtores concentram todas as suas finanças na instituição, o que significa que problemas financeiros no campo se refletem diretamente em compromissos pessoais. “O efeito é de outras operações que esses clientes do agro têm, uma vez que eles mantêm a principalidade conosco”, explicou Prince.
Reforço nas Previsões de Dívidas
Antecipando uma possível deterioração da situação, o banco decidiu aumentar as provisões para cobrir possíveis inadimplências. Embora as dívidas ainda não tenham atingido atrasos superiores a 90 dias, a instituição está tomando medidas preventivas.
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Prince ressaltou que, mesmo que o índice de inadimplência acima de 90 dias permaneça baixo por enquanto, a expectativa é que ele aumente ao longo dos próximos meses.
A preocupação se estende ao segmento de cartão de crédito, considerado mais vulnerável às oscilações econômicas. O Banco do Brasil espera que a inadimplência nesse setor se torne mais evidente no segundo trimestre de 2026.
Aumento nas Provisões e Impacto na Rentabilidade
Para lidar com o aumento da inadimplência, o banco elevou em 85,8% as provisões para devedores duvidosos (PDD), que atingiram 18,9 bilhões de reais em março. Essa medida, no entanto, também impactou a rentabilidade do banco, que viu seu retorno sobre patrimônio líquido (ROE) cair para 7,3% no trimestre.
Geovanne Tobias, vice-presidente financeiro do Banco do Brasil, atribuiu a queda na rentabilidade ao agravamento do risco, principalmente na carteira rural e à prudência adotada na carteira de pessoa física. A situação indica um desafio para o banco, que busca equilibrar a saúde financeira com a necessidade de apoiar o setor agrícola.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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