Bradesco: Ações Caem Apesar de Lucro Surpreendente e Indicadores Positivos

Bradesco Apresenta Queda nas Ações Após Lucro Acima das Expectativas
As ações do Bradesco registraram uma queda nesta quinta-feira, 7 de junho de 2026, mesmo após o banco divulgar um resultado positivo no primeiro trimestre do ano. Às 13h04, as cotas preferenciais (BBDC4) recuavam 3,22%, com o preço em R$ 18,65, enquanto as ações ordinárias (BBDC3) caíam 2,70%.
O Ibovespa também apresentava uma queda de 2%, situando-se em 183.942 pontos.
O movimento negativo se intensificou em um cenário de mercado já volátil, com o Bradesco buscando consolidar um desempenho positivo após um trimestre marcado por avanços significativos. A performance do banco, que atingiu o nono trimestre consecutivo de crescimento no lucro e na rentabilidade, superou as projeções de diversos analistas, impulsionada por uma expansão nas receitas totais e um controle mais rigoroso das despesas.
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Indicadores Positivos e Preocupações
O ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio dos Acionistas) do Bradesco alcançou 15,8%, superando o patamar de 14,4% registrado no primeiro trimestre de 2025. O ROAE do grupo segurador atingiu 21,6%, refletindo a eficiência operacional e o bom desempenho em diversas áreas.
No entanto, o mercado demonstra preocupação com a qualidade da carteira de crédito e o aumento das provisões para perdas, um fator que pode impactar a estabilidade futura das ações.
Fatores de Impacto no Desempenho
A expansão de 14% nas receitas totais, impulsionada pela margem financeira e pelo segmento de seguros, especialmente o de investimentos, contribuiu para o bom resultado. O banco também implementou medidas para controlar as despesas operacionais, buscando otimizar seus custos.
Contudo, a alta das provisões para perdas, influenciada por eventos específicos de deterioração de crédito e pela expansão da carteira de crédito dentro das novas regras contábeis, gerou apreensão entre os investidores.
Análises e Perspectivas
Diversas casas de análise destacaram a piora do custo de crédito como principal ponto de atenção, com o Safra apontando que as provisões impactaram os resultados do banco. O Bradesco também chamou a atenção para uma abordagem mais conservadora em relação à deterioração macroeconômica, o que pode limitar revisões positivas nas projeções de lucro para 2026.
O BTG Pactual ressaltou um prejuízo de R$ 1,8 bilhão relacionado à adesão ao programa de regularização fiscal PTI, enquanto o Itaú BBA apontou a queda nas receitas com prestação de serviços e a fraca expansão da carteira de crédito.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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