Brasil busca autenticidade na medicina estética: pesquisa revela novas prioridades

Consumidores Buscam Autenticidade na Medicina Estética
Uma nova pesquisa, divulgada em maio de 2026, revela uma mudança significativa nas preferências dos brasileiros que procuram procedimentos estéticos. A revelação é de que a maioria dos pacientes já não almeja se transformar em outra pessoa, mas sim alcançar a melhor versão de si mesmos, buscando uma aparência natural, saudável e que reflita sua própria idade.
Essa tendência reflete uma busca por autenticidade e bem-estar, em vez de uma obsessão por padrões de beleza artificiais.
A Mudança de Prioridades
A pesquisa da Jeisys Medical Brasil destaca que a artificialidade é o principal receio de 44% dos entrevistados ao considerar um novo tratamento. A naturalidade e resultados harmoniosos se tornaram o fator mais importante na escolha de um procedimento, seguido por uma crescente preocupação com a qualidade da pele, mencionada por 42,6% dos respondentes.
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Um número expressivo, 38,5% dos entrevistados, deseja se apresentar na melhor versão da própria idade, enquanto apenas 10% ainda buscam uma aparência mais jovem.
Preocupações com a Saúde da Pele
A preocupação com a qualidade da pele emerge consistentemente na pesquisa, indicando uma tendência comportamental que o setor não pode ignorar. Cansaço, flacidez, manchas e o envelhecimento precoce são agora as principais queixas dos pacientes, superando até mesmo o contorno facial ou a textura irregular da pele.
Entre as mulheres, a flacidez é o principal incômodo (51,2%), seguido pelo contorno facial (33,3%) e a aparência de cansaço (45%). Nos homens, a flacidez é o problema mais citado (16,7%), seguido pelo contorno facial (14,4%) e a aparência de cansaço (31,1%).
Beleza e Bem-Estar: Uma Conexão
A pesquisa também revela uma forte conexão entre beleza e bem-estar na percepção dos consumidores. Mais de 93,1% dos entrevistados consideram que estética e saúde estão interligadas, com uma visão crescente de que a beleza é uma consequência do bem-estar.
Um terço dos respondentes (29,6%) vê os tratamentos estéticos como complementares à saúde e ao autocuidado.
O Papel do Profissional e a Inteligência Artificial
Com mais de 93% dos consumidores vendo estética e saúde como parte da mesma jornada, o mercado inteiro precisa se reposicionar. O paciente moderno não busca apenas um procedimento estético, mas sim um investimento em autoestima, bem-estar e qualidade de vida.
A pesquisa também demonstra a importância do fator humano nas decisões de consumo, com 27% dos entrevistados considerando a recomendação médica o principal critério para aderir a uma nova tecnologia, enquanto apenas 1,2% elegem a indicação de influenciadores digitais.
Em relação à inteligência artificial, a maioria dos consumidores (63,7%) não se sentiria confortável em receber uma indicação feita exclusivamente por IA, sem validação médica. No entanto, aceitam sua presença como ferramenta de apoio ao profissional de saúde, representando 31,2% dos respondentes.
A pesquisa identificou que os pacientes aceitariam o uso da IA em etapas como simulação de resultados, análise da pele e diagnóstico, planejamento do tratamento, acompanhamento da evolução e personalização de protocolos.
“Os dados mostram um consumidor criterioso sobre o papel que a IA deve ocupar. Ele aceita a tecnologia como ferramenta de apoio, não como substituta do julgamento médico. Para nós, esse é o modelo correto: inteligência artificial a serviço do médico, tornando-o mais preciso, nunca o contornando”, afirma Hugo Marx, diretor de marketing da Jeisys Medical Brasil.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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