Brasil estreia com time robótico nos World Games em Pequim

Brasil estreia com time robótico nos World Games contra cenários desafiadoramente complexos.

20/07/2026 19:04

4 min

Ilustração em pixel art, vista de cima, de uma partida de futebol entre robôs humanoides em um campo verde. Doze robôs estão distribuídos pelo gramado, divididos entre equipes nas cores verde e amarel
Ilustração em pixel art, vista de cima, de uma partida de futebo...

A Seleção Brasileira não jogará com jogadores humanos em campo no fim de agosto, mas voltará à disputa esportiva internacional através da robótica.

Formada por estudantes e pesquisadores especializados na área, a equipe nacional competirá nos World Humanoid Robot Games — um evento que funciona como uma espécie de olimpíada das máquinas— para representar o Brasil pela China capital Pequim.

A vaga veio após bom desempenho do grupo em torneios internacionais; inclusive, foi nesta mesma competição ano passado que os brasileiros conquistaram o quinto lugar

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Detalhes dos Jogos Mundiais Robóticos

A segunda edição mundial acontecerá entre 22 e 26 de agosto no Ginásio Nacional de Patinação de Velocidade, conhecido localmente pelo apelido “Anel de Gelo”. O espaço é construído justamente para sediar os antigos Jogos Olímpicos de Inverno realizados na cidade.

O evento conta com a organização conjunta tanto do governo municipal da capital chinesa quanto da China Media Group. A programação cresceu significativamente: agora há um total de 32 provas divididas em duas grandes categorias distintas

Competição vs Cenários Reais. Uma delas abrange o aspecto competitivo puro, contando com nove modalidades e vinte seis testes que incluem esportes como atletismo, futebol, ginástica, levantamento de peso, artes marciais, dança de rua e cabo de guerra.

Já existe uma segunda categoria focada nos cenários reais,

comemos prova simulando ambientes cotidianos — desde casas até hospitais ou locais industriais —, além da resposta a emergências.

Os organizadores destacaram novas provas no torneio mundial: arremesso de flechas em vaso e também novidades na modalidade de levantar peso. Essas atividades testam o nível técnico dos robôs ao exigir coordenação entre percepção do ambiente, capacidade decisória e manipulação física; algo que os produtores chamam tecnicamente de “sintonia entre”.

A Evolução Técnica das Máquinas

O objetivo principal por trás desses jogos é desenvolver máquinas capazes não só de competir esportivamente, mas sim assumir funções práticas como assistente doméstico ou operário fabril.

Segundo Jiang Guangzhi, diretor do Escritório Municipal de Economia e Tecnologia da Informação em Pequim, a evolução técnica foi notável. Ele apontou exemplos práticos na categoria futebol: hoje, robôs já conseguem driblar enquanto se movem no campo aberto e executando manobras defensivas complexas — um avanço que ele comparou à transição entre o nível “de jardim de infância” para aquele mais avançado dos adolescentes humano

Preparativos Brasileiros após Robo Cup 2026

A preparação brasileira segue uma lógica rigorosa similar às delegações esportivas humanas; os membros do grupo chegarão semanas antes ao destino chinês apenas para fazerem ambientação aos equipamentos.

O salto brasileiro neste cenário foi impulsionado por forte desempenho na competição mundial Robô Cup em Incheon, Coreia do Sul. O evento ocorreu no período compreendido entre 30 de junho e 6 de julho deste ano passado (Robo Cup 2026), reunindo mais de três mil participantes vindos de quarenta e cinco países

Neste contexto internacional que usa o futebol robótico como problema centralizador da pesquisa avançada em inteligência artificial, a equipe brasileira RoboCIn — vinda do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco— conquistou um resultado expressivo ao garantir pela primeira vez o vice – campeonato na divisão A Small Size League.

O custo para manter essa tecnologia também é alto. Um único protótipo já pode variar entre R 80 mil até além dos R 250 mil; enquanto os modelos menores custam algo intermediário, variando tipicamente por volta de R 15 mil e chegando aos R 30 mil

Por que usar futebol como teste?

A escolha pelo esporte não foi aleatória: utilizar uma bola em campo com adversários exige um ambiente caótico suficiente para forçar as máquinas a desenvolverem habilidades cruciais — exatamente aquelas necessárias na indústria moderna.

“Enxergar o cenário complexo, decidir instantaneamente sobre qual ação tomar e agir coordenadamente junto a outros agentes”, explicou Edna Barros. Ela ressaltou ainda que parte das técnicas desenvolvidas inicialmente nos robôs da Small Size League já estão sendo adaptadas diretamente para os projetos humanoides brasileiros,

abrindo caminho promissor de aplicações futuras tanto no setor logístico quanto em ambientes considerados hostis à presença humana.”

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