Brasil perde acesso a mercado europeu de carne após nova exigência da UE

A União Europeia anunciou, em 12 de 2026, uma lista de países que podem continuar exportando carne para o bloco, seguindo rigorosas normas de controle do uso de antibióticos na pecuária. O Brasil não figura nessa lista, enquanto nações como Argentina, Colômbia e México foram admitidas, após cumprirem os padrões sanitários exigidos pela UE.
Essa decisão impacta significativamente o comércio de carne entre o Brasil e a Europa.
Importância do Mercado Europeu para o Brasil
O Brasil representa um parceiro comercial crucial, tendo exportado cerca de US$ 1,8 bilhão em carnes – incluindo bovinos e carne branca – para os 27 países da União Europeia durante o ano de 2025. Esse volume consolidou a UE como o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne, ficando atrás apenas da China, que movimentou US$ 9,8 bilhões no mesmo período.
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Apesar disso, os primeiros três meses de 2026 colocaram a UE em terceiro lugar, superada pelos Estados Unidos.
Principais Destinos da Carne Brasileira
Embora os países da UE não sejam os principais destinos da carne bovina brasileira, a China, os Estados Unidos, o Chile e a Rússia se destacam como os maiores compradores. A exclusão do Brasil da lista europeia se deve à falta de garantias sobre o uso de certos antimicrobianos na produção animal, conforme exigido pelas normas da UE.
As autoridades europeias indicaram que a lista pode ser revisada caso o governo brasileiro apresente respostas às solicitações pendentes.
Contexto Político e Regulatório
A divulgação da lista de países autorizados ocorre em um momento delicado, com a entrada provisória do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que entrou em vigor em 1º de maio de 2026 e aguarda uma decisão judicial na Europa.
A UE busca demonstrar um rigor sanitário, em resposta a críticas de setores agrícolas europeus, como o da França. O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, enfatizou que os padrões sanitários europeus são rigorosos e que a conformidade dos produtos importados é legítima.
A legislação europeia proíbe o uso de antimicrobianos para fins de crescimento animal ou aumento da produtividade, além de vedar o uso de antibióticos essenciais para o tratamento de doenças humanas, em um esforço para combater a resistência bacteriana e o uso excessivo de antibióticos na pecuária.
A decisão da UE reflete um compromisso global com a segurança alimentar e a saúde pública.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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