Cabello, Padrino e Saab condenados a pagar US314 milhões nos EUA

Cabello, Padrino e Saab enfrentam consequências bilionárias devido à condenação nos EUA por crimes internacionais.

15/07/2026 14:38

3 min

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Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que o ex – presidente da Venezuela e outros integrantes do chavismo devem pagar US 314 milhões em indenização por um processo movido coletivamente por mais de dez cidadãos americanos.

A ação civil, julgada pela Corte do Distrito Sul da Flórida pelo magistrado Darrin P. Gayles, acusa os líderes venezuelanos de envolvimento com sequestro, tortura e terrorismo internacional contra civis norte – americanos.

Responsáveis apontados na decisão judicial

Embora a sentença responsabilize figuras proeminentes como Diosdado Cabello (ministro do Interior), Vladimir Padrino (ex – ministro da Agricultura) e o empresário Alex Saab— atualmente detido em Miami —, há exclusões importantes no veredito federal.

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O juiz também incluiu formalmente outros nomes: Maikel José Moreno Pérez, Néstor Luis Reverol, Tarek William Saab e um grupo conhecido apenas como Cartel de los Soles. Por outro lado, Delcy Rodríguez foi excluída expressamente das acusações criminais feitas na decisão judicial contra os líderes chavista.

Detalhes sobre as partes envolvidas

A ação civil conta com a participação dos cidadãos Jerrel Kenemore, Jason Saad e Edgar Marval. Os três homens estiveram juntos em 2023 durante uma troca de prisioneiros realizada no governo do então presidente Joe Biden nos EUA; esse evento resultou inicialmente da libertação de Alex Saab.

Vale lembrar que o empresário colombiano Alexandre Sáab voltou à prisão mais recentemente — ainda este ano —, onde responderá por lavagem de dinheiro após ter sido detido novamente pelos Estados Unidos na semana seguinte ao processo ser apresentado formalmente em agosto de 2025 pelas vítimas alegando sequestros ocorridos na Venezuela há anos.

Fundamentos legais das acusações

O movimento judicial foi reativado, seguindo a captura e subsequente detenção de Nicolás Maduro. Os autores apresentaram uma nova petição no início deste ano (janeiro), logo depois do momento em que tropas americanas capturaram o ex – presidente venezuelano em Caracas, dia 3 de janeiro; desde então ele permanece preso em Nova York respondendo por narcoterrorismo.

Na esfera cível, os acusadores sustentam violações graves contra as leis dos EUA — especificamente pela Lei Federal Antiterrorism Act (ATA) da Flórida —, além das regras sobre Organizações Corruptas Influenciadas pelo Crime Organizado (RICO.

O magistrado Gayles fundamentou sua decisão ao afirmar categoricamente que Maduro “historicamente sequestrou e deteve arbitrariamente cidadãos americanos para trocá – los pela libertação de criminosos venezuelanos detidos nos [localidade não especificada]”.

Ele concluiu ainda o processo com a alegação de que Kenemore, Marval e Saad sofreram um “sequestro, tortura e detenção arbitrária” em violação às leis penais dos Estados Unidos.

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