Carlos Bolsonaro critica operação domiciliar de Jair Bolsonaro

Carlos Bolsonaro acusa operação domiciliar contra ex-presidente como desvio judicial, gerando controvérsia política.

08/07/2026 12:00

3 min

Reprodução / X
Reprodução / X

O pré – candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), manifestou indignação nesta quarta – feira, dia 8, com uma nova operação policial realizada na residência onde o ex – presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília.

O texto também comparou publicamente essa situação à de Luís Cláudio Lula da Silva — conhecido como Lulinha —, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Busca no local sob ordem judicial

A determinação para busca e apreensão foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações divulgadas pela defesa de Jair Bolsonaro, o mandado autorizava as autoridades policiais procurarem armas, munições, acessórios ou documentos relacionados aos registros armamentos na residência em Brasília.

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O advogado João Henrique Freitas relatou que a operação teve duração aproximada de uma hora. Ele também esclareceu à imprensa que nenhum dos itens solicitados pelas buscas foram encontrados durante essa ação específica realizada nas dependências da casa onde ele reside atualmente.

Origem das diligências: O paradeiro das oito armas

A movimentação policial e judicial ocorre após um relato feito pelo Exército ao STF sobre algumas peças do acervo militar presidencial. Conforme o documento enviado nesta segunda – feira (6), foi informado que seis, das total de oito armas pertencentes a Jair Bolsonaro sob custódia estavam sendo entregues para a Polícia Federal.

Nesse mesmo relatório detalhado emitido pela unidade Batalhão de Polícia do Exército em Brasília ficou claro que dois itens solicitados por Alexandre de Moraes não foram localizados na guarnição até aquele momento. Os materiais faltantes são uma pistola Glock 9mm e também uma espingarda calibre 12.

Detalhamento dos armamentos desaparecidos. O mandado inicial havia sido determinado no domingo anterior (5) após o STF ser comunicado sobre um item apreendido com membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A defesa esclareceu ainda os detalhes das duas armas ausentes da custódia militar, como parte desse processo judicial complexo.

Uma dessas peças é a mesma numeração serializada que pertence à pistolas já confiscada junto ao integrante do GSI. Já quanto à segunda arma — sendo ela uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12 —, a equipe jurídica defendeu na Justiça Bolsonaro afirmando ter recebido – a em caráter presente; contudo, nunca houve tempo para retirá – la efetivamente até o endereço sede Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, situada no município gaúcho Caxias do Sul (RS.

Solicitação da defesa e próximos passos

Diante disso, os advogados solicitaram formalmente que o STF oficiasse diretamente à importadora localizada em Caxias do SulRS. O objetivo é confirmar onde está custodiada essa arma específica e providenciar sua entrega direta às autoridades competentes.

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