Carole Crema lança Confeito com foco no e-commerce

A confeitaria de Carole Crema foi a principal vitrine da chef em São Paulo por mais de duas décadas, sendo responsável pela consolidação do nome dela na gastronomia brasileira através dos bolos e doces vendidos no Jardins.
No entanto, apesar das vendas saudáveis que ocorriam fisicamente, ela percebeu o limite operacional para os planos futuros: “O varejo físico já não representava o futuro”. Essa percepção levou à uma mudança estratégica profunda nos negócios, eliminando cerca de 100 produtos antigos.
Hoje, a empresa se organiza focada em três frentes principais:
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A nova estratégia comercial
Carole Crema assumiu pessoalmente a frente comercial da companhia após desenvolver novos processos produtivos junto aos clientes. O papel dela mudou drasticamente; “Troquei meu figurino e virei executiva comercial”, conta.
Com um objetivo claro — acelerar significativamente as vendas —, ela busca aumentar o faturamento dos R 1,5 milhão mensais atuais em até 30% ao final do ano fiscal. Essa meta é sustentada por uma reestruturação que divide os esforços entre diferentes mercados de atuação na cidade paulista.
Confeito: A ponte para pequenos restaurantes
Entre todas essas novas vertentes comerciais, Carole enxerga a maior força no negócio Confeito. Esta marca foi criada especificamente pensando nos desafios das padarias, cafeterias e empórios menores com CNPJ registrado.
O modelo atende um público pouco explorado pela indústria tradicional porque permite aos estabelecimentos oferecer sobremesas sem precisar manter toda aquela operação própria ou contratar confeiteiros especializados em tempo integral; o custo – benefício é alto demais comparando ao risco do desperdício que ocorre quando os doces não vendem na hora certa de serem produzidos.
Na prática da loja virtual por *e – commerce*, qualquer empresa pode comprar produtos desde R 300 até a capital paulista. Segundo informações fornecidas à reportagem, nos pedidos feitos para São Paulo há uma entrega rápida via motoboy: cerca de meia hora faz o serviço completo e eficiente no local desejado
Estrutura operacional e crescimento
O sucesso comercial exige um suporte industrial robusto. Embora as apostas em novos modelos sejam recentes, Carole Crema já acompanha essa trajetória profissional havia quase vinte anos atrás. A experiência começou com encomendas maiores; pouco tempo depois de abrir na confeitaria do Jardins (em 2002), ela percebeu que era possível ir além das vendas diretas.
Foi a Lanchonete da Cidade quem primeiro procurou por seus serviços para desenvolver todo um novo cardápio exclusivo de sobremesas, o projeto dando origem à primeira grande frente de atuação fora dos muros próprios e atraindo clientes como Bráz Pizzaria ou Havanna no futuro
Da loja ao polo industrial em Butantã
O crescimento dessas grandes redes exigiu uma operação muito maior. Há nove anos atrás, foi necessário transferir toda a produção do negócio para uma fábrica localizada na zona oeste paulista: no bairro **Butantã**. Essa mudança inicial ocorreu com foco especial nas necessidades crescentes das lojas conceito da rede Havaiana.
Atualmente, essa unidade fabril não só abastece cerca de 100 diferentes contas — incluindo aproximadamente dez gigantes varejistas —, mas também conta hoje com um quadro funcional composto por 34 funcionários e produz diariamente quase uma tonelada de produtos acabados
Projetos especiais. O principal braço operacional continua sendo o desenvolvimento exclusivo dessas sobremesas sob encomenda. A função é a de ser praticamente uma confeitaria terceirizada para grandes marcas como BR Mania ou América; em vez de apenas fornecer itens que já estão no catálogo padrão, os profissionais desenvolvem receitas únicas conforme se encaixa exatamente ao posicionamento mercadológico do cliente.
Foco na experiência digital
Enquanto Confeito atende pequenos estabelecimentos comerciais locais e as redes maiores cuidam dos projetos exclusivos por conta direta com clientes gigantescos, Carole Crema mantém um canal direto: ela passa pelo reposicionamento da marca própria dentro do iFood.
A operação está sendo reformulada visualmente — passando a usar novas embalagens e uma identidade mais focada exclusivamente na melhor entrega (delivery.
Para viabilizar essa expansão de forma acelerada em novos mercados além São Paulocomo o Rio de Janeiro no plano —, os produtos saem prontos diretamente da fábrica. Isso significa que cada nova unidade parceira precisa apenas investir em freezers ou geladeiras para começar imediatamente as vendas.
Próximas etapas
O foco principal é, portanto, impulsionar tanto Confeito quanto toda a estrutura do iFood com um objetivo claro: manter sempre esses canais digitais como fonte primária e crescente de receita; enquanto ainda se mantêm projetos especiais grandes clientes garantindo estabilidade financeira na empresa até 2026
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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