CNI e Nexus Revelam: Consumidor Brasileiro Valoriza Sustentabilidade, Mas..

Investimento em Empresas Sustentáveis Recebe Apoio, Mas Desafios Persistem no Descarte de Resíduos
Uma pesquisa recente da Nexus, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que 72% da população brasileira valoriza empresas que investem em práticas sustentáveis. No entanto, essa percepção não se traduz em ações efetivas no dia a dia, especialmente no que diz respeito ao descarte e reaproveitamento de resíduos. Os resultados apontam para um abismo entre a consciência ambiental e os hábitos de consumo dos brasileiros.
O estudo, que coletou dados de 2.019 entrevistas, revelou que uma parcela significativa da população – 43% – evita a compra de produtos reciclados, independentemente do preço. Além disso, apenas 16% dos entrevistados utilizam sistemas de coleta seletiva para devolver itens como pilhas, baterias e eletrônicos, evidenciando uma lacuna no engajamento com a reciclagem.
Principais Obstáculos ao Descarte Consciente
As principais razões para essa falta de engajamento são a dificuldade de acesso aos pontos de coleta (24%) e a ausência de informações claras sobre o processo de reciclagem (33%). Um número alarmante de consumidores – 58% – também contribui para o problema, misturando resíduos recicláveis com o lixo comum, o que dificulta o reaproveitamento dos materiais. A pesquisa também aponta que, embora muitos brasileiros consertem seus produtos antes de substituí-los, a motivação principal é econômica, buscando economizar dinheiro, e não ambiental.
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Preferências e Desconfianças do Consumidor
A resistência ao consumo de produtos reciclados é influenciada por fatores culturais e de mercado. Trinta e quatro por cento dos entrevistados preferem adquirir produtos novos, enquanto 30% expressam desconfiança em relação à durabilidade e qualidade dos materiais reciclados. Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, ressalta que 47% dos brasileiros ainda têm dúvidas sobre o desempenho dos produtos reciclados, o que exige uma comunicação transparente e a implementação de selos de certificação que garantam a segurança e a qualidade desses materiais.
O Fator Econômico e a Necessidade de Mudanças
O superintendente enfatiza que a decisão de compra é fortemente influenciada pelo custo, sendo 38% dos consumidores apenas compradoresiam produtos reciclados se o preço fosse igual ao dos produtos convencionais. O desafio, segundo ele, é transformar a simpatia pela agenda ambiental em uma escolha efetiva. Para impulsionar a transição para uma economia circular, o debate sobre a implementação da logística reversa ganha força, visando reestruturar o modelo econômico linear, com foco na reutilização, reparo e reciclagem.
Marco Jurídico em Desenvolvimento
Essa iniciativa busca alinhar marcos jurídicos como a Lei de Licitações e Contratos Administrativos e a Lei do Pré-Sal às novas diretrizes sustentáveis. A proposta está atualmente em análise no Senado Federal, após já ter sido aprovada nas duas casas legislativas, representando um passo importante para a construção de um futuro mais sustentável no Brasil.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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