Comitete rejeita recurso: Folarin Balogun joga às oitavas

Folarin Balogun segue avançando nas Eliminatórias da FIFA com decisão controversa que gera debate jurídico sobre sua participação na competição em 2026.

07/07/2026 11:40

3 min

Raphael Claus apresenta o cartão vermelho a Balogun após revisão no VAR de falta cometida pelo atacante norte-americano – foto: Charlotte Wilson / Getty Images via AFP
Raphael Claus apresenta o cartão vermelho a Balogun após revisão...

O Comitê de Apelação da FIFA rejeitou neste segundo dia 6 recurso apresentado pela Federação Belga de Futebol (RBFA) contra a decisão sobre Folarin Balogun. O atacante americano foi expulso durante a fase dos 16 primeiros confrontos e teve sua suspensão revertida para jogar o jogo das oitavas por conta do confronto com Bélgica.

A própria FIFA comunicou à RBFA, afirmando em nota oficial que “a entidade belga não tem legitimidade para apresentar um recurso nesta situação porque ela não é parte no processo”.

Bélgica pode recorrer na CAS

Diante da rejeição pelo Comitê de Apelação, os representantes belgues ainda têm uma via legal: recorrer perante a Corte Arbitral do Esporte (CAS). No entanto, especialistas alertam sobre prazos apertados e riscos significativos caso haja atraso nas decisões judiciais.

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“Imaginemos o cenário onde a CAS decide após este jogo — dentro das 48 horas concedidas —, invalidando tudo que foi decidido pela FIFA”, comentou Sébastien Ledure, advogado especialista em direito esportivo no canal RTBF.

Segundo ele, se as equipes americanas vencerem esta noite contra Bélgica com base na decisão da Fifa, elas correm um risco grande de perder por WO., dependendo dessa revogação tardia do cartão vermelho dado ao jogador americano Balogun.

Contestações e argumentos legais

Apesar dos desdobramentos jurídicos recentes, os belgas continuam a contestar o processo junto à federação americana (US. Soccer). A RBFA informou que “conteste [a] disponibilidade do jogador caso ele conste na súmula da partida”.

Por outro lado, em relação aos procedimentos internos, houve protesto formalizado pela entidade belge contra as regras adotadas pelo Comitê de Apelação. Eles alegaram ainda não ter recebido fundamentos ou informações solicitadas desde o início do trâmite processual.

Revogação e intervenções políticas

O cartão vermelho inicial foi dado ao atacante Balogun após pisar no tornozelo do zagueiro bósnio Tarik Muharemovic durante a disputa dos 16 primeiros confrontos. A suspensão automática que deveria ocorrer por esse lance teve sua reversão para uma “suspensão condicional em um jogo”, acompanhada também de período probatório de um ano, segundo os fatos apurados na época da decisão.

Vale lembrar ainda as recentes interações com figuras públicas: o presidente Donald Trump confirmou nesta segunda – feira ter ligado diretamente para Gianni Infantino, presidente da FIFA, pedindo revisão sobre aquilo que ele considerava ser injustiça naquele cartão vermelho dado ao jogador americano Balogun.

Diante do grande volume e intensidade das críticas recebidas publicamente pelo caso, Giannii Infantino respondeu à rede social X. Ele declarou haver dito a Trump que órgãos disciplinares da Fifa são “independentes”, negando assim qualquer tipo de intervenção direta em suas decisões internas.

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