A Copa do Mundo de 2026 como Motor de Crescimento da Centauro
Gustavo Furtado, CEO do Grupo SBF, responsável pela Fisia, distribuidora da Nike no Brasil, ressalta a importância dos grandes eventos esportivos. Ele afirma que a cada quatro anos, a Copa do Mundo oferece uma oportunidade ímpar para fortalecer a presença e a marca da empresa no mercado.
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Furtado, que ingressou no grupo em 2013 para liderar a área digital da Centauro, ascendeu gradativamente até assumir o cargo de CEO em abril de 2025. Nesse ano, a companhia alcançou uma receita de R$ 4,1 bilhões, representando um crescimento notável de 13%.
Estratégia de Expansão para um Novo Ciclo
Após um período de ajustes financeiros, a varejista esportiva, que completa um novo ciclo, está pronta para impulsionar uma nova fase de expansão. O foco principal para este ano é transformar a Copa do Mundo de 2026 no principal catalisador de crescimento.
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Visão de Mercado e Conexão com o Consumidor
Em entrevista ao podcast De frente com CEO, da EXAME, o CEO expressou grande otimismo em relação ao evento. Para ele, é um momento em que a Centauro estará sob os holofotes, indo além da simples venda de uniformes.
A ambição da marca é consolidar-se na mente do consumidor. “Quando o consumidor pensa em comprar uma camisa da seleção, a gente quer que ele pense na Centauro”, declarou Furtado, mostrando um foco profundo no branding.
Da Reorganização ao Retorno ao Varejo Físico
Antes de acelerar, a Centauro passou por um processo necessário de desalavancagem nos últimos anos. Esse movimento foi crucial para reorganizar as finanças e recuperar a saúde operacional da companhia.
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O Plano de Virada da Varejista
O plano de ajuste funcionou, permitindo que, ao final de 2024, a empresa estivesse em uma posição financeira mais estável. “A gente fez um plano para desalavancar a companhia e, quando viu que estava com o balanço equilibrado, entendeu que era hora de mudar a marcha”, explicou Furtado.
A virada estratégica envolveu um foco interno para destravar o crescimento das lojas físicas, colocando o varejo novamente no centro da estratégia. A empresa reforçou o time comercial, contratando profissionais com perfil esportivo, e iniciou um ciclo de modernização das lojas.
A Loja Física como Centro de Experiência
Embora o canal digital já represente cerca de 25% do faturamento, a Centauro não enxerga o e-commerce como um substituto para o ponto de venda físico. Pelo contrário, mais de 30% dos pedidos online utilizam as lojas para retirada ou entrega.
Criando Memórias no Ponto de Venda
O papel da loja transcende a logística. “A loja física é a maior materialização da nossa marca. É ali que a gente cria conexão emocional com o cliente”, enfatiza o CEO. A estratégia visa transformar o ponto de venda em um espaço de vivência.
Isso significa criar áreas para prática esportiva e interação. Segundo Furtado, “Não dá para ter uma relação só transacional. Quando uma criança joga bola dentro da loja, aquilo cria uma memória. Isso volta depois em forma de cliente.”
Inovação e Diversificação de Negócios
Ao longo de seus 45 anos, o crescimento da Centauro sempre foi pautado pela reinvenção. Marcos importantes incluem a criação das megastores nos anos 2000 e a antecipação do modelo multicanal.
Ampliando o Escopo Além do Varejo Esportivo
Um movimento relevante foi a expansão do escopo da companhia. Com a Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil, o grupo diversificou suas atuações, incorporando gestão de marca e operações no atacado.
O grupo deixou de focar apenas no varejo, aumentando suas linhas de receita e competências. “Nosso escopo aumentou muito. Hoje estamos preparados para voos muito maiores”, afirmou o CEO.
Resultados e Perspectivas para 2026
O ano de 2025 foi visto como um período de retomada, e 2026 é apontado como o ano da prova. A empresa está preparando uma execução considerada a mais robusta de sua história para a Copa, abrangendo desde a ambientação das lojas até o sortimento de produtos.
Números de Crescimento em 2025
Em 2025, a Centauro registrou um avanço operacional significativo. A receita total atingiu R$ 4,1 bilhões, um aumento de 13%, e alcançou uma margem bruta recorde de 50,3%.
As lojas físicas foram o principal motor, gerando R$ 3,1 bilhões em vendas (+11,2%). O canal digital também avançou, chegando a R$ 923 milhões (+19,9%). No quarto trimestre, o ritmo foi acelerado, com R$ 1,3 bilhão em receita (+15,8%).
A estratégia de crescimento inclui a atualização de toda a rede em um ciclo de dois anos, visando elevar o padrão de experiência nas mais de 200 lojas da companhia, mantendo o foco em corrida, academia, futebol e moda esportiva.
