Deputados Farias recorre contra Fachin sobre Dark Horse

Farias contesta Fachin com recurso contra Dark Horse; ministro Mendonça assume papel central na investigação financeira.

26/06/2026 16:17

2 min

Geraldo Magela/Agência Senado
Geraldo Magela/Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias recorreu contra uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. A medida visa contestar a redistribuição de um processo que trata dos valores enviados para financiar o filme Dark Horse, notícia – crime originalmente sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

Fachin determinou passar os autos ao ministro André Mendonça por entenderem haver coincidências entre fatos da investigação e apurações já conduzidas sobre Banco Master— instituição ligada à área investigativa de Mendonça.

Conexão com financiamento político

O cerne das tensões jurídicas reside no fato de Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, ter enviado cerca de R 61 milhões a uma conta nos Estados Unidos. O dinheiro foi destinado para o custeio cinematográfico inspirado na trajetória pública do ex – presidente Jair Bolsonaro.

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Ao recorrer contra Fachin, Lindbergh Farias argumentou que os temas em questão são distintos juridicamente. Segundo ele, apenas citar Vorcaro não é suficiente para colocar André Mendonça numa posição “preventa” (prejudicada) diante qualquer apuração relacionada ao filme Dark Horse ou outros assuntos correlatos.

“A conexão probatória deve ser concreta, verificável e juridicamente relevante; ela jamais pode se basear somente no aproximação temática genérica”, afirmou ainda o deputado durante a manifestação judicial sobre o caso.

Ampliação do escopo da investigação

Lindbergh também pleiteia uma avaliação de possível ligação entre este processo financeiro internacional e os trâmites investigativos que envolvem emendas parlamentares. Em um desdobramento dessa ação mais ampla está sendo analisado justamente o envio desses recursos para custear materiais relacionados à produtora responsável pelo filme dedicado ao ex – presidente Bolsonaro.

A notícia referente aos valores chegou até o gabinete de Alexandre de Moraes após Lindbergh solicitar formalmente maior abrangência no inquérito, cujo foco principal é apurar condutas envolvendo Eduardo Bolsonaro (PL – SP). O objetivo era incluir na análise a participação do ministro Flávio Dino nesse contexto político delicado.

É importante lembrar que já existe uma investigação conduzida por Moraes contra Eduardo — ele foi condenado há poucos dias pelos crimes de coação em curso processual e obstrução da Justiça. A suspeita surgiu depois que The Intercept Brasil revelou detalhes: consta um pedido feito pelo próprio flávio Bolsonaro para Vorcaro com valores superiores aos R 134 milhões destinados ao filme Dark Horse; o dinheiro teria sido desviado, segundo as investigações preliminares, visando bancar ações políticas coordenadas dos ex –deputados brasileiros.”

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