Disney Alcança 1 Bilhão Horas com Filme Mais Visto no Disney+

Desde 2016, Disney acumulou mais de 1,5 bilhão horas de exibição do longa – metragem no Disney+, tornando – o até hoje o título mais visto da plataforma; além disso, ele figura entre os dez longas animados que geraram maior faturamento histórico nos filmes da empresa.
Por que a criança revisita narrativas familiares
Para um adulto ver novamente uma história parece entorpecedor. Contudo, para crianças pequenas é exatamente esse nível ideal de estímulo cognitivo necessário ao desenvolvimento cerebral em curso.
Sam Wass, psicólogo infantil ligado à Universidade do Leste de Londres e citado pelo New York Times, explica que enquanto as crianças aprendem ativamente revendo histórias conhecidas — processando informações ou refinando previsões —, elas absorvem ritmos próprios da linguagem nesse processo. O ponto ótimo desse tipo de aprendizagem ocorre numa área intermediária chamada “zona Cachinhos Dourados”: o conteúdo não pode ser nem muito novo a ponto de sobrecarregar os sentidos, nem tão previsível como para causar tédio.
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Como funciona na prática: cada repetição é um experimento
Devido ao menor acúmulo de experiência em comparação aos adultos, essas crianças conseguem manter essa zona ideal mesmo revisitando narrativas complexas diversas vezes.
A neurociência mostra que com as sessões repetidas, o cérebro da criança passa por uma fase de aprofundamento e nunca apenas pela mera reprodução do conhecimento inicial; se no primeiro contato ela capta somente a estrutura geral dos eventos, nas revisitas seguintes começa a notar detalhes mais sutis como piadas ou relações emocionais entre os acontecimentos.
O apelo específico pelo filme “Moana”
Embora esse comportamento seja explicado em termos gerais pelas repetições — pois é um mecanismo natural —, ele não determina qual será o título escolhido.
Cristel Antonia Russell, professora de marketing na Universidade Pepperdine que estuda consumo repetitivo narrativo, identifica uma combinação difícil de ser superada: há primeiramente a protagonista fora do estereótipo da princesa tradicional e também mensagens fortes sobre empoderamento.
Além disso, as músicas são compostas por ritmos considerados pela especialista como pura alegria; este último fator gera ainda outro efeito importante.
O vínculo afetivo das canções
As trilhas sonoras dos filmes conseguem reconstruir um forte laço emocional com os personagens mesmo quando o público não está assistindo à tela.
“How Far I’ll Go”, ao tocar no rádio ou em outros meios, evoca exatamente as mesmas emoções de assistir novamente aos longas – metragens do filme, fazendo a fixação se realimentar constantemente sem que seja necessária uma nova sessão na plataforma.
Russell complementa dizendo para adultos: “A história permanece igual; quem assista é que muda. Você vê [o personagem] com um novo olhar”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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