Embraer enfrenta queda de lucro e desafios em 2026: o que esperar?

Embraer Apresenta Q1 de 2026 com Lucro Reduzido e Crescimento em Segmentos Chave
A Embraer concluiu o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido ajustado de R$145,4 milhões, um recuo significativo de 51% em comparação com os R$299,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A empresa atribuiu essa queda a uma série de fatores, incluindo as tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, que representaram um impacto considerável em suas operações.
As tarifas americanas de 10% sobre aeronaves importadas geraram uma despesa de US$13 milhões para a Embraer, um custo que a companhia não conseguiu repassar aos clientes devido a contratos com preços fixados. Além disso, o aumento das despesas na aviação executiva e a pressão sobre as margens na aviação comercial contribuíram para o resultado final.
A empresa estima ainda um impacto adicional de US$11 milhões em estoques com tarifas embutidas, a serem reconhecidos no segundo trimestre.
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Desempenho Divergente nos Segmentos
Apesar da queda no lucro líquido, a Embraer registrou um avanço de 19% no EBITDA ajustado, atingindo R$749,4 milhões. A margem permaneceu estável em 9,9%. O destaque do trimestre foi o segmento de Defesa & Segurança, que apresentou um crescimento expressivo de 47% na receita, impulsionado pelo reconhecimento da receita do KC-390 Millennium e pelo aumento na produção do A-29 Super Tucano, com uma margem bruta que saltou para 26,8%.
Em contrapartida, a Aviação Executiva registrou uma receita de R$2,2 bilhões, um aumento de 17% em relação ao ano anterior, mas com uma margem bruta que recuou para 15,1% devido a despesas comerciais elevadas relacionadas a lançamentos de novos modelos.
Na Aviação Comercial, a receita cresceu 32%, atingindo R$1,5 bilhão, porém, a margem bruta despencou para 0,9% devido ao mix de clientes, custos logísticos mais altos e à ausência de itens não recorrentes positivos.
Entregas Recorde e Carteira em Expansão
Operacionalmente, a Embraer alcançou um volume de entregas recorde na década, totalizando 44 aeronaves, um aumento de 47% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse número inclui 10 jatos comerciais, 29 jatos executivos e 5 aeronaves militares.
A carteira de pedidos firmes atingiu US$32,1 bilhões, um novo recorde histórico, com um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, liderado pelo segmento de Aviação Comercial.
Perspectivas para 2026
Diante desse cenário, a Embraer manteve suas projeções para 2026, prevendo uma receita entre US$8,2 bilhões e US$8,5 bilhões, uma margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3% (já considerando a tarifa americana de 10%) e um fluxo de caixa livre ajustado de US$200 milhões ou mais.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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