EMS traz inovação para combater a insônia com daridorexanto!
Novo medicamento, Quviviq, chega ao Brasil via acordo com Idorsia.
Vice-presidente Marcus Sanchez detalha a aposta da EMS.
Faturamento projetado: R$ 75 milhões nos primeiros 12 meses!
A EMS, gigante do mercado farmacêutico brasileiro, acaba de fechar um acordo com a suíça Idorsia para trazer ao Brasil o daridorexanto, um novo medicamento destinado a combater a insônia. O fármaco, comercializado internacionalmente como Quviviq, está atualmente em fase de avaliação pela Anvisa, conforme revelou o vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez.
Essa aposta não surgiu do nada; a EMS já domina um dos principais tratamentos para insônia no país, com o Patz – nome comercial do daridorexanto – sendo frequentemente considerado o padrão-ouro para indução do sono. “Ele vende mais de 500 mil unidades por mês no Brasil e gera um faturamento anual superior a R$ 100 milhões. É um produto central no nosso portfólio e amplamente conhecido por médicos e pacientes”, afirmou Sanchez.
O acordo de licenciamento envolve um montante de US$ 20 milhões, além de royalties atrelados ao desempenho comercial do produto. O desembolso será feito de forma escalonada, com parte já paga na assinatura do contrato e o restante condicionado ao cumprimento de marcos regulatórios até o lançamento.
Os royalties começarão a ser devidos após o início das vendas. A EMS tem projeções ambiciosas para o daridorexanto. A meta é faturar cerca de R$ 75 milhões nos primeiros 12 meses após o lançamento, com uma estimativa de vendas de aproximadamente 1,5 milhão de comprimidos por mês – o equivalente a cerca de 50 mil caixas com 30 unidades cada.
Inicialmente, o medicamento chegará ao país totalmente produzido e embalado na Suíça. Apesar disso, a Idorsia ainda mantém o controle da fabricação, o que pode levar tempo para ser alterado.
A estratégia da EMS vai além do mercado brasileiro. A companhia pretende solicitar o registro do medicamento no México, com expectativa de início da comercialização por volta de meados de 2028. No Brasil, a empresa acredita que o daridorexanto pode gerar um impacto significativo, considerando a alta prevalência de distúrbios do sono no país – cerca de 72% dos brasileiros relatam alguma alteração no sono, segundo dados da Fiocruz e da Associação Brasileira do Sono.
A insônia está associada a impactos diretos na saúde mental, no risco cardiovascular e na produtividade no trabalho. No entanto, o tratamento ainda é marcado pelo uso recorrente de medicamentos com efeitos colaterais relevantes ou risco de dependência.
A parceria com a Idorsia reforça a estratégia da EMS de acessar moléculas proprietárias desenvolvidas fora do país. A farmacêutica suíça tem no daridorexanto um de seus principais ativos globais. Para a Idorsia, a parceria amplia o alcance do medicamento em um mercado relevante e ainda pouco explorado por terapias de nova geração.
A EMS também está investindo em outras áreas, como a produção de peptídeos para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, inaugurando em 2024 a primeira fábrica desse tipo no Brasil. A empresa tem demonstrado responsabilidade, alertando para os riscos do uso indiscriminado do daridorexanto, especialmente em relação ao uso crônico e à combinação com álcool ou em pacientes com depressão. “Apesar de ser uma molécula considerada padrão-ouro, em nenhum momento incentivamos o uso inadequado do produto.
Pelo contrário. Essa é uma preocupação central tanto nossa quanto dos médicos”, explicou Sanchez.
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