Estados Unidos Isentam Café Solúvel da Tarifa Americana

Café solúvel deixa de ser taxado: medida alivia exportações e abre caminho para acordos comerciais estratégicos.

16/07/2026 19:31

3 min

Tarifa de 50% derrubou em 62,8% as exportações brasileiras de café solúvel entre agosto e dezembro
Tarifa de 50% derrubou em 62,8% as exportações brasileiras de ca...

O café solúvel foi contemplado na lista de isenções da nova tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre importações brasileiras. A medida é vista como um alívio fundamental para a indústria do segmento e representa o único produto cafeeiro brasileiro que ainda enfrentava taxação pesada pelo governo norte – americano.

Segundo dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), essa liberação tarifária protege exportações anuais estimadas entre US 2 bilhões e US 2,5 bilhões em direção aos EUA — historicamente considerado por muitos empresários brasileiros como seu maior mercado consumidor global.

O peso das tarifas americanas nas vendas

Anteriormente à isenção, mesmo após os Estados Unidos revogarem taxas elevadas sobre grande parte da produção brasileira – incluindo o grão verde –, apenas a categoria do café solúvel permanecia sob uma alíquota tributária. O produto estava sujeito inicialmente a um imposto de 10% nos mercados americanos.

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A situação se agravou com períodos onde foi aplicada tarifa altíssima: houve momentos em que taxaram as importações brasileiras por até 50%. Esse impacto tarifário gerou forte retração no setor exportador brasileiro.

De acordo com dados fornecidos pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), os embarques caíram drasticamente, registrando recuos significativos tanto na projeção para o ano – safra 2025 quanto comparado ao período anterior.

Em relação a 2024 e projetando números mais recentes do ciclo safracolheita, foram observados quedas expressivas nos volumes.

Esforços industriais garantem parceria comercial

Marcos Matos, diretor – geral do Cecafé, enfatizou que esta isenção não é um acaso; ela reflete diretamente o trabalho conjunto realizado pela indústria brasileira em colaboração com entidades americanas como a National Coffee Association (NCA.

Os esforços de negociação começaram no ano passado para demonstrar tecnicamente à América dos EUA tanto o valor agregado pelo setor quanto sua importância na estabilização da vida útil e preços ao consumidor norte – americano.

“São parceiros insubstituíveis”, afirmou ainda ele sobre essa relação bilateral entre Brasil — maior produtor mundial —, e os EstadosUnidos— maiores consumidores –, descrevendo uma parceria “de via de mão dupla” baseada no ganha – ganha.

A relevância do mercado americano

O Cecafé apontou que a alta cobrança tarifária americana foi um fator determinante para derrubar as exportações totais brasileiras em 2025, levando até mesmo o posto recorde de principal importador brasileiro. Nesse cenário desafiador, Alemanha assumiu esse título durante o ano – safra 2025/26 (julho e junho.

Mesmo com tarifas elevadas por cerca de quatro meses — período entre agosto e dezembro —, os embarques gerais destinados aos EUA caíram drasticamente no ciclo safra 2025/26 comparado ao primeiro semestre do năm anterior; já especificando apenas sobre café solúvel nesse intervalo temporal a redução foi ainda mais acentuada.

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