Executiva Gabrielle Botelho alerta crise no RH após SHRM nos EUA

A trajetória de Gabrielle Botelho mostra a evolução do olhar sobre o setor de Recursos Humanos: da estudante que acompanhava à distância os trabalhos na ABRH Rio até uma executiva sênior em pleno congresso global nos Estados Unidos.
Recentemente volta dos EUA, após participar da SHRM Annual Conference no Orange County Convention Center, e trouxe um diagnóstico incômodo para sua área — ela afirma que o RH vive hoje numa crise profunda de percepção junto aos CEOs globais, exigindo reinvenção urgente para sobreviver ao cenário atual.
O desafio percebido pelo mercado
A análise mais impactante veio através de pesquisa conduzida por Johnny C. Taylor Jr., CEO da própria SHRM. Este levantamento foi aplicado a 92 líderes do Fortune 500 em novembro de 2025.
Leia também
Os números expuseram uma fragilidade na valorização interna: apenas cerca de dez percentual desses executivos disseram reconhecer e dar importância à liderança de RH no dia a dia das empresas; um índice muito baixo comparado aos sessenta por cento que, segundo o estudo, afirmaram simplesmente tolerar a área funcional.
O cenário é agravado pelo fato concreto nos Estados Unidos onde funções tradicionalmente ligadas ao capital humano — como remuneração ou sistemas de treinamento —, estão sendo progressivamente realocadas para as áreas Financeiras, Tecnológicas ou terceirizadas.
Um exemplo extremo foi citado em Orlando quando até mesmo um CEO demitiu quase um quarto da equipe do setor alegando problemas inexistentes na gestão interna.
Redefinindo valor e arquitetura do trabalho
Diante desse quadro desafiador, os especialistas sugeriram uma mudança radical: o foco não deve ser mais apenas sobre a importância intrínseca dos profissionais; é preciso demonstrar continuamente por que essa área se torna indispensável à estratégia geral.
A proposta “Take back HR” resume esse recado de urgência profissional no mercado global.
Gabrielle Botelho apontou para conceitos como “Chief Work Officer” (CWO) — ideia apresentada em Orlando —, vislumbrando um papel muito maior. O CWO deixaria de gerenciar meros processos contratuais e passaria a atuar na arquitetura completa do trabalho realizado dentro da organização, englobando automação digital ou parcerias externas complexas.
Civilidade: o novo pilar estratégico
Outro conceito que ressoou profundamente com ela foi “a civilidade”. Este tema voltou ao centro das discussões sobre Diversidade, Equidade e Inclusão no congresso SHRM 2026 — algo que Gabrielle lembra ter ouvido pela primeira vez em um evento similar já nos anos de 2019.
“A civilidade não significa evitar conflitos nem concordar sempre,” explica Botelho; é a capacidade mais importante para criar condições reais onde haja diálogo aberto, curiosidade genuína na escuta e discordância feita respeitando os limites alheios.
Essa visão se complementa à sua experiência profissional robustíssima: além da formação como psicóloga pela UFRJ e MBA feito na FGV, ela construiu uma carreira passando por multinacionais gigantes dos setores energético (Equinor), bens de consumo L’Oréal ou tecnologia Viridien, atuando em posições executivas que exigem transformação cultural.
Apesar das décadas entre o sonho inicial — quando era estudante do interior acompanhando a ABRH Rio —, hoje é Conselheira da ABRH Brasil e Diretora Executiva da ABRH – RJ Botelho conclui com um alerta direto ao mercado:
“O desafio para os profissionais de RH não está mais apenas em competir contra inteligência artificial; ele reside na capacidade urgente de redefinir completamente seu papel num mundo onde as formas como trabalhamos estão sendo transformadas.”
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)


