FAO registra leve queda nos preços globais de alimentos devido ao El Nino

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Apesar da retração observada no mês — que foi influenciada pela baixa nos valores de cereiais e açúcar —, o cenário permanece sob alerta devido ao avanço do fenômeno climático global.
O índice recuou cerca de 0,3%, mas ainda se mantém significativamente acima do patamar registrado na mesma época do ano anterior: está 2,2% mais alto.
Os preços globais dos alimentos registraram uma leve queda em junho de 2026
Tendências dos preços dascommodities alimentares. A queda geral veio impulsionada principalmente pelos grãos básicos; especificamente, houve uma retração nos cereais que atingiu -3,5%. Segundo a FAO, esse movimento foi resultado direto da maior oferta global durante o período colheita e devido ao avanço significativo de produção vindo da América do Sul.
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O açúcar também acompanhou essa tendência negativa, registrando um recuo expressivo de 5,7% no valor.
Em contrapartida aos itens acima, observou – se alta em outros setores: os óleos vegetais subiram 3,8%, puxados pela crescente demanda por biocombustíveis consumidos na matriz energética mundial.
Alerta climático sobre SuperEl Niño até 2026. Em paralelo à análise dos preços, a atenção se volta para o clima global. O fenômeno conhecido como El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas da região equatorial do Oceano Pacífico e faz parte do ciclo ENOS (El Niño Oscilação Sul), que também inclui seu oposto, La Niña.
De acordo com dados coletivos de órgãos federais — incluindo INPE, ANA, CEMADEN, SGB e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil —, as condições observadas em junho já apontam um padrão típico de El Niño no litoral sulamericano: há elevação na temperatura das águas acima dos 2°C.
As previsões indicam a manutenção desse fenômeno até o início de 2027.
Os modelos climáticos mostram uma probabilidade superior a 90% para isso ocorrer, podendo se configurar como um evento forte durante primavera e verão de 2026.
Impactos globais da seca agrícola
O risco para asegurança alimentar mundial. A FAO alerta que esse ciclo climático intenso ameaça diversas lavouras e pastagens por diferentes continentes do planeta. As áreas mais vulneráveis incluem regiões críticas já conhecidas pela escassez hídrica: há alertas específicos no Sahel, sul da África, partes da Ásia meridional sudeste asiático, além dos locais considerados corredor seco na América Central e Caribe.
Segundo o relatório da organização, eventos climáticos anteriores causaram perdas expressivas em colheitas agrícolas globalmente, resultando também de redução nos rebanhos animais e um aumento generalizado da insegurança alimentar.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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