Guerra no Oriente Médio preocupa o FMI! Saiba como o conflito pode frear a economia global em 2026 e elevar a inflação. O que esperar?
O Fundo Monetário Internacional (FMI) sinaliza que o conflito no Oriente Médio poderá desacelerar a economia mundial em 2026. Em um comunicado divulgado em 14 de maio, o organismo revisou a expectativa de crescimento global para 3,1%, um recuo de 0,2 ponto percentual em comparação com a projeção anterior.
Essa revisão é influenciada, principalmente, pelo aumento nos custos energéticos. Os preços do petróleo, em particular, tendem a elevar a inflação global, que agora é projetada em 4,4%, um patamar 0,6 ponto percentual superior ao visto em janeiro.
Pierre-Olivier Gourinchas, economista-chefe do FMI, esclareceu que o cenário base considera um conflito de duração limitada, com impactos que se espera que sejam temporários. Ele informou à AFP que as previsões atuais se baseiam em uma perturbação energética que, segundo ele, cessaria no ano seguinte.
O economista ressaltou que, antes do agravamento do conflito, havia expectativas de revisão para cima, chegando até 3,4%. Contudo, alertou para o aumento dos riscos: “A cada dia que passa e a cada dia em que temos mais perturbações energéticas, deslizamos para uma situação mais adversa”.
O FMI enfatiza que os efeitos da guerra não atingem todos os países de maneira uniforme. Enquanto as economias avançadas tendem a se recuperar para patamares próximos de 2% até 2027, os países emergentes e em desenvolvimento enfrentarão um cenário diferente.
A região mais atingida é o Oriente Médio, Norte da África e Ásia Central, onde o crescimento foi drasticamente reduzido pela metade. A Arábia Saudita, por exemplo, teve sua meta revisada para 3,1% neste ano, o que representa uma queda de 1,4 ponto percentual em relação ao esperado.
Na zona do euro, a expansão prevista caiu para 1,1%. A Alemanha deve registrar um crescimento de 0,8%, e a França, 0,9%. A Espanha, no entanto, mostra um desempenho mais sólido, com alta projetada de 2,1%, apesar do cenário negativo geral.
Os Estados Unidos parecem ser menos afetados diretamente pelo conflito, mas o FMI ainda ajustou levemente a projeção de crescimento para 2,3% em 2026. Em um cenário mais pessimista, com prolongamento da guerra, o crescimento global poderia cair para 2%, um nível comparável a crises passadas, como em 2008 e 2020.
Entre os países emergentes, o impacto tende a ser mais contido nas economias líderes. A China deve crescer 4,4%, com um pequeno ajuste negativo de 0,1 ponto. Já a Índia manteve uma projeção elevada para 6,5%.
A Rússia também foi beneficiada pelo cenário, com uma revisão positiva para 1,1%, impulsionada pelo aumento dos preços da commodity. Gourinchas classificou o aumento dos preços como “uma boa notícia em termos de receitas de exportação”. Na América Latina e no Caribe, a projeção foi ligeiramente elevada para 2,3%.
Para o Brasil, a projeção de crescimento foi revisada para cima em 0,3 ponto percentual em relação à estimativa de janeiro. O organismo acredita que o país se beneficiará da alta dos preços internacionais de energia por ser um exportador líquido.
Embora o curto prazo seja mais favorável, o FMI prevê uma desaceleração em 2027, reduzindo a projeção para 2,0%. Isso se deve ao enfraquecimento da demanda global, ao aumento dos custos, especialmente de fertilizantes, e a condições financeiras mais restritivas.
Apesar disso, o relatório aponta que o Brasil possui fundamentos sólidos para absorver choques externos, como reservas internacionais robustas e baixa exposição à dívida em moeda estrangeira. A taxa de câmbio flexível será um instrumento crucial para gerenciar a volatilidade internacional.
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