Ministros do STF repudiam relatório de CPI sobre crime organizado. Saiba o que Flávio Dino e Gilmar Mendes disseram sobre o documento polêmico!
Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes manifestaram, nesta terça-feira, 14, seu repúdio ao relatório da CPI do Crime Organizado. O documento, que ainda não possui status oficial, aguarda a aprovação da maioria dos membros do colegiado ainda nesta terça-feira.
Além de Gilmar, o parecer em questão sugere o indiciamento de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade.
Com mais de 200 páginas, o relatório, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), alega condutas inadequadas no exercício das funções públicas, citando o caso do e interferências que supostamente prejudicaram investigações da comissão.
Flávio Dino, em seu perfil no Instagram, enfatizou que o STF e a PGR possuem um “relevante conjunto de decisões judiciais contra o crime organizado no Brasil”. Ele classificou como “irresponsabilidade” focar apenas no crime organizado, ignorando temas como “milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros”.
O ministro ressaltou que há um “equívoco de apontar o STF como o maior problema nacional”. Embora reconheça que “críticas e investigações devam ser feitas”, Dino afirmou que o STF tem atuado ativamente no combate ao crime organizado, prestando solidariedade aos colegas.
Gilmar Mendes, por sua vez, argumentou que a proposta de indiciamento carece de base legal. Ele considerou a atuação da CPI como “arbitrária”, especialmente por sugerir um ato “privativo de delegado de polícia” que não se aplica a crimes de responsabilidade.
O decano do STF criticou que a CPI foi instaurada após o evento no Rio de Janeiro que resultou na morte de 121 pessoas nos Complexos do Alemão e da Penha. Segundo ele, a comissão não conseguiu promover “sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes das facções que controlam territórios” no estado.
“O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos”, declarou Gilmar.
O relatório em questão ainda passará por votação na CPI nesta terça-feira. Caso receba a aprovação da maioria do colegiado, ele será encaminhado ao Ministério Público, que terá a palavra final sobre a eventual apresentação de denúncias formais.
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