Regulamentação do trabalho por apps: o que esperar do relatório de Augusto Coutinho?

Augusto Coutinho apresenta relatório chave sobre trabalho por apps! Saiba como será a remuneração e INSS. O que muda para entregadores em 2026?

08/04/2026 07:35

2 min

Regulamentação do trabalho por apps: o que esperar do relatório de Augusto Coutinho?
(Imagem de reprodução da internet).

Regulamentação do Trabalho por Aplicativos: O que Esperar da Proposta

O deputado Augusto Coutinho apresentará nesta terça-feira, dia 7, um relatório crucial sobre a regulamentação do trabalho realizado por aplicativos. Há grande expectativa de que a votação ocorra na comissão na semana seguinte.

O documento busca destravar um tema que carece de consenso entre governo, Congresso, empresas e os próprios trabalhadores. Ele propõe definir regras claras sobre remuneração, contribuições previdenciárias e seguros.

Detalhes da Remuneração e Contribuições

Em relação ao pagamento mínimo, o relatório sugere um valor de R$ 8,50 por entrega. Este montante está abaixo do patamar defendido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Segundo informações de O Globo, a base aliada tende a apoiar a proposta. Contudo, o texto também estipula que o ganho por hora não pode ser inferior, proporcionalmente, ao que é recebido por quem ganha dois salários mínimos.

Contribuição ao INSS e Modelos de Pagamento

A proposta mantém a obrigatoriedade de inclusão dos entregadores no sistema do INSS. As contribuições seriam divididas da seguinte forma:

  • Trabalhadores: 5% calculados sobre 25% da renda bruta.
  • Plataformas: 20% sobre a mesma base de cálculo.
  • Alternativa: As próprias plataformas poderiam arcar com 5% sobre a receita bruta.

É importante notar que o relatório exclui uma contribuição adicional de 2% destinada a acidentes de trabalho.

Segurança e Taxas Cobradas

O texto obriga as plataformas a fornecerem seguro contra acidentes. No entanto, ele reduz a cobertura mínima de R$ 150 mil para R$ 120 mil, com correção atrelada ao IPCA.

Além disso, a regulamentação permite que as plataformas cobrem taxas, estabelecendo limites de até 30% por corrida ou entrega, ou uma mensalidade que não ultrapasse 15% do valor cobrado do usuário final.

Próximos Passos Legislativos

O relator incorporou parcialmente sugestões do governo, como a previsão de ampliar os pontos de apoio para entregadores, embora sem fixar um número mínimo obrigatório.

A aprovação ainda depende de passar pela comissão e, posteriormente, pelo plenário da Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, sinalizou que a votação pode acontecer já na próxima semana. Nos bastidores, contudo, representantes das plataformas articulam resistência ao conteúdo do texto.

Conclusão sobre o Debate

A tramitação do relatório sinaliza um avanço significativo no debate, mas ainda há pontos sensíveis, como o valor da remuneração e a estrutura das contribuições, que precisam ser consolidados.

A expectativa é que o Congresso decida sobre os termos finais, equilibrando as necessidades dos trabalhadores com os modelos de negócio das empresas de aplicativos.

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