Governo da Venezuela divulga balanço das vítimas sísmicas em junho

O governo da Venezuela divulgou nesta sexta – feira, dia 3 de junho, um balanço detalhado das vítimas sísmicas em sua região após os dois abalos registrados no mês passado.
Segundo dados oficiais apresentados pelo Executivo nacional, a tragédia resultou na morte de 2.645 pessoas e deixou mais de milhão indivíduos feridos ao longo do período dos tremores.
Balanço oficial: mortes, danos estruturais
Além das baixas humanas registradas — totalizando o número citado —, as autoridades apontaram que houve prejuízo para uma grande parte da população local. Mais de quinze mil moradores ficaram sem moradia devido aos impactos causados pelos terremotos.
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Em termos materiais, os abalos afetaram centenas de edifícios em diversas áreas; foram contabilizados um total de 885 construções atingidas pelo fenômeno sísmico no geral. Desses imóveis danificados, quase três quartos sofreram colapso completo e irreversível na estrutura.
Resposta governamental sob pressão
Apesar do balanço divulgado sobre o número exato das vítimas— sendo que mais de seis mil pessoas já puderam ser resgatadas com vida —, a condução da crise continua recebendo críticas severas tanto dos grupos de oposição quanto até mesmo moradores locais.
Segundo as autoridades interinas, todos os corpos passam obrigatoriariamente pelo procedimento rigoroso de análise forense e coleta detalhada de impressões digitais.
Desinformação versus apoio internacional
A presidente interina também atribuiu parte das críticas à disseminação constante de informações falsas sobre a atuação dos órgãos públicos na região mais atingida pelos tremores. Ela afirmou o objetivo do governo foi garantir uma organização eficiente nos trabalhos de resgate.
No entanto, mesmo com esse esforço comunicacional oficial, houve questionamentos por equipes voluntárias que relataram dificuldades para acessar certas áreas afetadas logo no início da operação em campo; essa informação veio através reportagens como as veiculadas pela Bloomberg.
Pesquisa aponta desgaste político
Os terremotos não só causaram prejuízos físicos mas também intensificaram a pressão política contra o próprio Executivo interino. Um levantamento realizado pelo Atlas Intel e divulgado à Bloomberg entre 26 e 30 de junho revelou um cenário preocupante.
De acordo com os dados coletados na pesquisa, cerca dos dois terços das pessoas entrevistadas desaprovam profundamente a resposta do governo diante dessa crise humanitária em grande escala; além disso, mais da metade (52,4%) classificou ainda como “muito ruim” essa atuação oficial.
Apoios internacionais contrastam críticas internas
Em contraste direto às crescentes divergências políticas no país, as autoridades norte – americanas manifestaram apoio à gestão adotada pelo atual governo interino. A cooperação entre Washington e Caracas foi reforçada após os abalos sísmicos.
As fontes indicaram que há um compromisso formal das próprias autoridade venezuelanas de dar continuidade a todas as ações necessárias para prestar assistência contínua tanto aos sobreviventes quanto ao processo geral de reconstrução da área afetada na Venezuela.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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