Hemofilia: Dra. Priscilla Mattar desvenda mitos e verdades em Dia Mundial de Conscientização

Entendendo a Hemofilia: Mitos e Verdades em um Dia Mundial de Conscientização
A hemofilia é uma condição genética hereditária que afeta cerca de um a cada dez mil nascimentos, impactando significativamente a população brasileira. Segundo dados da World Federation of Hemophilia, o Brasil detém a quarta maior população mundial de pacientes com a doença.
É importante notar que 36,1% dos pacientes apresentam a forma mais grave. Enquanto o sistema de coagulação sanguínea geralmente controla sangramentos após lesões, nos casos de hemofilia, esse processo fica comprometido, levando a hemorragias persistentes.
Impactos da Condição e a Necessidade de Informação Correta
Tais hemorragias podem afetar diversos órgãos e causar dores intensas, além de acarretarem complicações sérias, como a perda de mobilidade. Por isso, neste Dia Mundial da Hemofilia, é crucial aumentar a conscientização e desmistificar informações incorretas sobre o tema.
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A Dra. Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk, esclarece os mitos e verdades mais comuns sobre a condição, auxiliando no entendimento correto da doença.
Desvendando os Mitos sobre a Hemofilia
A Origem da Hemofilia: Não é Apenas Genética
Muitas pessoas acreditam que a hemofilia é exclusivamente um distúrbio de origem genética. Na verdade, existem dois tipos: a congênita e a adquirida.
A forma congênita é ligada ao cromossomo X e transmitida pela mãe aos filhos homens. A hemofilia A, que representa 80% dos casos, resulta da baixa atividade do fator VIII de coagulação. Já a hemofilia B está associada ao fator IX.
A Hemofilia Adquirida: Uma Condição Autoimune
A hemofilia adquirida não tem origem genética, sendo classificada como uma doença autoimune. Ela pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em idosos, gestantes e até um ano após o parto.
Embora não seja possível identificar uma causa na maioria dos casos, há suspeitas de ligação com outras enfermidades, como doenças autoimunes, cânceres, problemas de pele, além de medicações, gestação e o período pós-parto. Estima-se que menos de 15% desses casos sejam diagnosticados e tratados.
Sintomas e Diagnóstico: O Que Observar
Manchas roxas ou avermelhadas sem motivo aparente podem ser um sinal, mas os sinais mais característicos envolvem sangramentos nas articulações, causando inchaço, aumento de temperatura, dor e limitação de movimento.
O diagnóstico não é apenas clínico. Ele exige uma análise médica que solicita exames laboratoriais para medir os níveis dos fatores de coagulação sanguínea, como os fatores VII e IX.
Tratamento e Qualidade de Vida com Hemofilia
É um mito acreditar que a hemofilia não possui tratamento. Embora não haja cura, a doença pode ser controlada. A terapia se baseia na infusão endovenosa de concentrados dos fatores deficientes (VIII ou IX), seja para prevenção ou em resposta a hemorragias.
Com o tratamento adequado, uma pessoa com hemofilia pode levar uma vida normal e participar plenamente da sociedade. A Dra. Priscilla Mattar enfatiza que o início precoce do tratamento diminui drasticamente as sequelas, reforçando a importância do acompanhamento médico contínuo.
Atividade Física e Potencial de Vida Ativa
Pacientes hemofílicos não devem abandonar a prática de exercícios físicos. Com acompanhamento e tratamento em dia, eles podem e devem realizar atividades leves, focando no fortalecimento direcionado de músculos e articulações.
A prática regular de exercícios não só previne danos articulares e sangramentos, mas também contribui positivamente para o bem-estar emocional e o controle da ansiedade. É fundamental, contudo, consultar um médico antes de iniciar qualquer rotina de exercícios.
Convivendo com a Condição Crônica
Apesar de ser uma condição crônica e rara, é possível ter uma excelente qualidade de vida. É preciso desmistificar a ideia de que a doença limita a pessoa. Com o tratamento correto e acompanhamento constante, o potencial do paciente aumenta consideravelmente.
A mensagem final é que é essencial focar na pessoa, e não apenas na hemofilia. Com dedicação ao tratamento e acompanhamento, é possível realizar sonhos e manter uma vida ativa, inclusive praticando esportes.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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