Ibovespa cai 1,20%, Petrobras sobe com petróleo em alta

Ibovespa registra queda expressiva com tensão geopolítica; Petrobras se destaca em alta impulsionada pelo petróleo.

14/07/2026 08:52

3 min

Painel com cotações na bolsa brasileira, a B3
Painel com cotações na bolsa brasileira, a B3

Os investidores acompanharam um cenário de alta volatilidade na segunda – feira, 13; o Ibovespa encerrou os trabalhos em queda significativa e sob pressão global.

O índice acionário brasileiro fechou a sessão com perda de 1,20%, atingindo nível de 175.739 pontos após oscilar entre as mínimas de 175.567,05 và máximas que chegaram aos 178.153,90 pontos no dia. O volume total negociado somou R 19,2 bilhões, refletindo uma crescente cautela do mercado diante das tensões geopolíticas internacionais.

Ibovespa e indicadores domésticos sob pressão

O desempenho negativo foi puxado pela piora geral na percepção global sobre o apetite por risco financeiro. No cenário interno brasileiro, a revisão para baixo feita pelo Boletim Focus não conseguiu reverter totalmente essa tendência de realização dos investidores em ativos locais.

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A Petrobras se destacou como um ponto positivo dentro da bolsa: impulsionada diretamente pela disparada internacional do petróleo, as ações ordinárias (PETR 3) tiveram alta expressiva de 3,44%, enquanto as preferenciais (PETR 4) subiram 2,55%. Em contrapartida à estatal petroleira e às poucas altas registradas — incluindo Braskem (BRKM 5), que avançou 4,68% —, o setor bancário pressionou negativamente.

As units do BTG Pactual (BPAC 11) lideraram essa retração no segmento financeiro.

O Boletim Focus aponta queda na inflação projetada

Em relação aos dados macroeconômicos domésticos, os analistas consultados pelo Banco Central fizeram ajustes nas projeções para anos futuros em seu principal indicador: foi reduzido o IPCA de referência para 2026, passando dos 5,30% originais para a marca de 5,16%.

A expectativa sobre as taxas futuras também recebeu atenção especial. As estimativas do mercado mantiveram Selic estável nos próximos períodos e cotaram o dólar comercial avançando.

Ricardo Coimbra, economista professor universitário e conselheiro da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec Brasil), avalia que os dados recentes vieram abaixo das expectativas iniciais no país. Segundo ele, essa melhora pode abrir espaço real por uma redução na taxa básica em reuniões subsequentes do Copom.

No entanto, coaduna – se com a análise mais cautelosamente atenta ao fluxo internacional; investidores acompanham também as entradas de dólares nacionais enquanto monitoram atentamente conflitos como o ocorrido no Oriente Médio ou novos indicadores americanos.

Tensão geopolítica dispara preços globais da commodity

O principal motor dos movimentos foi certamente a escalada tensa entre Estados Unidos e Irã sobre os recursos energéticos regionais. Os contratos futuros registraram forte alta nesta segunda – feira devido às preocupações elevadas quanto à segurança global do abastecimento.

A força veio após anúncios, incluindo que a Marinha americana iniciaria um bloqueio na faixa costeira iraniana já nessa terça – feira (14), afetando terminais de exportação no país árabe petroquímico. O presidente Donald Trump também afirmou publicamente o papel estratégico americano como “guardiões” do Estreito de Ormuz.

Essa situação reacendeu temores globais com potencial pressão inflacionária em todo mundo e fez os preços dispararem: para setembro, o contrato Brent avançou 9,59%, chegando aos US 83,30 por barril; enquanto o WTI subiu quase tanto percentualmente — nove pontos e quarenta dois centésimos —, fechando a jornada na marca dos US 78,14 por barril.

Bolsas americanas fecham sob cautela global

A incerteza geopolítica não se limitou ao Oriente Médio. As bolsas de Nova York também encerraram em baixa acentuada nesta segunda – feira (dia 13). O índice Dow Jones recuou ligeiramente para os 52.498,64 pontos; o SP 500 perdeu força e caiu 0,79%, chegando aos 7.515,44 pontos.

O Nasdaq foi ainda mais afetado pela pressão sobre tecnologia — um setor que já mostrava sinais de realização —, perdendo no total 1,55% do seu valor acumulado até aquele momento na sessão global.

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