Ibovespa cai 2,04% em quarta-feira (3) e perde valor por tensão EUA-Irã e tarifas comerciais

A queda do Ibovespa reflete a cautela dos investidores diante da escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e das novas tarifas comerciais americanas

15/06/2026 20:28

2 min

Ibovespa cai 2,04% em quarta-feira (3) e perde valor por tensão EUA-Irã e tarifas comerciais
(Imagem de reprodução da internet).

O Ibovespa registrou perdas significativas no pregão de quarta-feira, 3, recuando 2,04% e atingindo 170.641 pontos por volta das 13h20. O principal índice acionário da B3 foi pressionado pela escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã, o aumento dos preços do petróleo e a imposição de novas tarifas comerciais por Washington.

A queda foi marcada pela cautela dos investidores, que observaram o desempenho negativo das blue chips. Na véspera, a referência havia encerrado no patamar de 174 mil pontos.

Desempenho das Ações e Setores

O clima de aversão ao risco impactou diversos setores. A Vale (VALE3) caiu 3,56%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,90%. Bradesco (BBDC4) perdeu 2,14%, e o Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 1,26%. O BTG Pactual (BPAC11) também registrou queda de 3,47%.

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Em contraste, Minerva (BEEF3) foi um dos poucos ativos em alta, subindo mais de 5%. Copasa (CSMG3) também registrou leve ganho de 0,06%. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) operaram estáveis, com quedas mínimas de 0,04% e 0,12%, respectivamente.

Fatores de Risco: Geopolítica e Tarifas

O conflito no Oriente Médio voltou ao centro das atenções do mercado. A incerteza gerada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que impulsiona os preços do petróleo, contribuiu para o movimento de baixa.

Além disso, os investidores repercutem a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) de investigar países, incluindo União Europeia, China e Japão, devido à suposta falta de ações para impedir mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, apontou que o novo fator de risco elevou a aversão ao risco. “Hoje pesa a notícia de uma tarifa adicional de 12,5%, aplicada ao Brasil e a outros países no âmbito de uma investigação comercial relacionada a suspeitas de trabalho forçado.

Esse novo fator intensificou as perdas nos ativos brasileiros”, afirmou.

Movimentações de Commodities e Juros

No mercado internacional, o petróleo manteve alta. O barril do Brent subiu 2,07%, negociado a US$ 98,03, e o West Texas Intermediate (WTI) avançou 2,49%, para US$ 96,09.

O dólar comercial também avançou 0,94% frente ao real, atingindo R$ 5,055. A alta nos juros futuros também pressionou a bolsa, com taxas operando em níveis intradiários elevados.

Por volta das 13h05, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 subia de 14,17% para 14,24%. As taxas de vencimentos mais longos também registraram alta, como o DI de janeiro de 2029, que saltou de 14,055% para 14,265%.

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