Ibovespa recua na B3 após tarifas americanas contra produtos brasileiros

O Ibovespa operou com perdas nesta quinta – feira, dia 16 de maio [data não especificada], ampliando o recuo registrado na sessão anterior. O índice principal da B 3 foi pressionado pela divulgação recente de pesquisas eleitorais para a disputa presidencial e pelo clima geral de cautela entre os investidores.
A incerteza aumentou após Estados Unidos confirmarem medidas sobre novas tarifas comerciais contra produtos brasileiros durante a noite de quarta – feira. Com essa notícia em pauta desde cedo no pregão, por volta das 11h, o indicador já apontava um retrocesso significativo, perdendo até 1,03%, atingindo níveis próximos aos 174.159 pontos.
Pressões domésticas: Dólar sobe com setores sensíveis
Nesse cenário volátil, houve avanço do dólar frente ao real, cotado à R 5,099 e subindo 0,46%. Essa movimentação reflete uma busca maior dos investidores pela proteção cambial diante da dúvida gerada pelas tarifas norte –americanas sobre os termos de troca nacionais e a atividade industrial brasileira em geral.
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O desempenho foi negativo também nos principais componentes que puxam o índice para baixo. A Vale (VALE 3), por exemplo, recuou mais de um percentual; esse movimento acompanha o mau resultado esperado no setor siderúrgico após fechar estável preços de minério de ferro na China, cidade portuária Dalian.
Os grandes bancos do mercado financeiro não foram exceção à pressão negativa, registrando quedas superiores aos 1%. Já as ações petroleiras apresentaram resultados mistos: enquanto as preferenciais (PETR 4) subiram modestamente 0,12%, as ordinárias (PETR 3) caíram em relação ao dia anterior (-0,51%), mesmo com a alta observada para os preços internacionais do petróleo.
Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, reforçou que o cenário fiscal e eleitoral continuam no foco dos investidores nacionais.”
Commodities sob influência geopolítica
Em contraste direto às preocupações internas de mercado, commodities como o petróleo seguiram um movimento ascendente nesta quinta – feira. A commodity sobe impulsionado pela escalada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.
Os dados econômicos também alimentaram essa volatilidade global: segundo informações divulgadas pelo Departamento do Comércio americano na manhã desta quinta, as vendas totais no varejo estadunidense totalizaram US 768,8 bilhões em junho; isso representa uma alta positiva de 0,2% comparando com maio.
No Brasil, por outro lado, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) lançou o dado restrito subindo apenas 0,1%, quando analisamos os meses de abril para maio.
Bolsas americanas e preços internacionais
O aumento das tensões geopolíticas foi um fator decisivo que fez abandonar qualquer tendência anterior nos contratos futuros de petróleo Brent — vencimento setembro —, cotado na Intercontinental Exchange como tendo altas expressivas: ele avançava 1,07%, atingindo US 85,86; enquanto o WTI com entrega em agosto mostrava alta ainda maior no New York Mercantile Exchange (Nymex), saltando por volta dos 1,14% a US 80,51.
Apesar da valorização do óleo cru refletida nas bolsas americanas e internacionais neste período matinal – próximo às 10h 30 horário de Brasília –, os índices globais foram pressionados. O Dow Jones operou praticamente estável, registrando uma leve subida de apenas 0,12%.
Já SP teve um recuo mais acentuado (-0,37%), enquanto o Nasdaq perdeu até -0,79%, em função ajustes observados desde antes das aberturas comerciais nos EUA.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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