ICMBio divulga números históricos de visitantes em parques nacionais em 2025

Visitação aos Parques Nacionais Alcança Nível Histórico em 2025
O ano de 2025 foi marcado por um aumento expressivo no número de visitantes nos parques nacionais brasileiros. Essa tendência reflete o crescente interesse do público por experiências de turismo de natureza e viagens ao ar livre, impulsionado em parte pela retomada das atividades após a pandemia.
Números Impressionantes de Visitação
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as unidades de conservação federais registraram um total de 28,5 milhões de visitantes em 2025. Esse volume gerou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 20,3 bilhões. Um contraste marcante com os números de anos anteriores, como os 7 milhões de visitantes em 2016 e os 1,8 milhão em 2006.
Impacto Econômico e Geração de Empregos
Além do impacto econômico direto, o turismo nas áreas protegidas também impulsionou a geração de empregos. O estudo do ICMBio revelou que o setor sustentou mais de 332 mil postos de trabalho em 2025, com um volume de vendas no país de R$ 40,7 bilhões. Para cada real investido no órgão, foram gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária.
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Destinos em Destaque e Tendências
O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, manteve sua posição de destaque, recebendo 4,9 milhões de visitantes em 2025, atraídos por pontos turísticos como o Cristo Redentor e a Pedra da Gávea. O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 2,2 milhões de visitantes, e o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, também se destacaram. Especialistas apontam que essa popularidade vai além de um efeito passageiro, refletindo uma busca crescente por experiências ao ar livre e bem-estar entre os consumidores urbanos.
Desafios e Desigualdades na Infraestrutura
Apesar do sucesso da visitação, a infraestrutura dos parques nacionais ainda apresenta desigualdades significativas. Enquanto o Parque Nacional da Tijuca recebe investimentos de R$ 75 milhões, muitas unidades mais remotas enfrentam carência básica de estrutura, como portarias, banheiros e centros de visitantes. Essa situação limita o potencial de atração turística dessas áreas.
Potencial da Amazônia e Outras Regiões
Parques como Viruá (RR), Emas (GO) e Catimbau (PE) representam destinos com grande potencial para o ecoturismo brasileiro, mas que ainda não foram totalmente explorados comercialmente. O ICMBio reconhece a pressão sobre a infraestrutura e busca ampliar o acesso a essas áreas, buscando um equilíbrio entre conservação ambiental, monitoramento de impactos e desenvolvimento do turismo.
Expansão das Unidades de Conservação e Investimentos
Desde 2023, o governo federal criou ou ampliou 20 unidades de conservação, totalizando mais de 1,7 milhão de hectares, conforme dados do Ministério do Meio Ambiente. Essa expansão visa fortalecer a dimensão econômica das áreas protegidas e garantir a sustentabilidade do ecoturismo brasileiro.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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