Irã expõe vazamento de dados de F-35 e sistemas de defesa americanos e israelenses

Vazamento de Dados de Empresas Americanas e Israelenses Revela Ataques Cibernéticos Iranis
Um relatório exclusivo da Apura Cyber Intelligence expõe um episódio marcante no conflito militar no Irã: a comercialização de informações secretas de empresas norte-americanas e israelenses. O documento, divulgado à EXAME, detalha como grupos criminosos se aproveitaram do vazamento para obter acesso a dados confidenciais, incluindo informações sobre os icônicos caças F-35 da Força Aérea dos EUA.
O monitoramento digital da Apura revelou um anúncio no Threat Market, um mercado underground russo, onde 375 terabytes de dados da gigante Lockheed Martin foram oferecidos à venda. Segundo o relatório, o grupo hacktivista APT Iran foi responsável pelo roubo, expondo documentos de futuros sistemas de defesa antimíssil, contratos do Pentágono, registros de 63 mil funcionários e e-mails internos da empresa.
O especialista Anchises Moraes da Apura Cyber Intelligence destacou que “Cópias confidenciais de projetos de caças F-35 faziam parte das informações comprometidas”.
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O abatimento de dois caças F-35 intensificou o conflito, que já completava dois meses. O Irã buscou demonstrar seu poderio estratégico e de inteligência militar, aproveitando-se do fato de ser a primeira vez que uma aeronave desse tipo, ícone das forças armadas dos Estados Unidos, foi abatida.
O especialista da Apura Cyber Intelligence, enfatizou que “Trata-se de mais um episódio a demonstrar que, além de bélico, temos em curso um conflito cibernético”.
Estratégia Iraniana e Ameaças Cibernéticas
A Apura Cyber Intelligence avalia que a estratégia iraniana combina ataques físicos com cibernéticos, utilizando malware, ataques de negação de serviço e desinformação. O relatório aponta que o aplicativo de comunicações Telegram é usado como servidor de comando e controle (C2) por atores iranianos ligados ao Ministério de Inteligência e Segurança do Irã.
A empresa identificou o uso do Telegram para disparar ataques de malware contra jornalistas, dissidentes e grupos de oposição.
Ações de Desinformação e Recompensas por Informações
O levantamento da Apura também identificou um ataque orquestrado a Israel, com ameaças e informações falsas sobre um suposto ataque e a morte do primeiro-ministro israelense. Além disso, o programa Rewards for Justice do Departamento de Estado dos Estados Unidos ofereceu recompensas de até US$ 10 milhões por informações sobre os líderes ligados ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), a divisão responsável pelas operações cibernéticas maliciosas.
Riscos Cibernéticos no Brasil e na América Latina
Em paralelo, a Apura Cyber Intelligence identificou centenas de investidas em sistemas digitais de setores estratégicos no Brasil e na América Latina. O monitoramento da empresa, que começou em 28 de fevereiro, revelou que o conflito bélico se expandiu para o domínio cibernético, incorporando guerra digital às operações cinéticas, além de campanhas de hacktivismo, propaganda, contra-informação e censura.
O especialista Anchises Moraes alertou que o foco dos ciberataques está na infraestrutura, telecomunicações e defesa, e que o risco digital se torna politicamente motivado e imprevisível.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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