Itália devolve vista a mulher de 67 anos com primeiro transplantar de mácula

Itália concede nova esperança com primeiro transplantar de mácula humano após cinco anos de cegueira.

28/07/2026 17:32

2 min

Italiana recupera a visão após transplante inédito
Italiana recupera a visão após transplante inédito

Uma equipe médica da Itália realizou um procedimento pioneiro, efetuando o primeiro transplante de mácula— a delicada região central responsável pela visão nítida na retina—, transferindo – a do olho para outro em humanos.

O avanço permitiu que uma paciente recuperasse parte significativa da acuidade visual após passar cinco anos cega devido às consequências trágicas e irreversíveis de um acidente grave no passado recente. Os detalhes foram divulgados por representantes hospitalares localizados em Turim.

Desafios médicos: A complexidade dos dois olhos

A beneficiária é Elena, de 67 anos. Segundo informações fornecidas pelo Hospital Molinette à AFP nesta segunda – feira (27), a perda total da visão ocorreu porque ela sofreu um sério acidente de trânsito há alguns meses atrás na vida dela.

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O impacto do trauma foi tão severo que causou uma lesão permanente no nervo óptico esquerdo. Essa condição impedia o fluxo normal e essencial para transmitir os sinais luminosos captados pelos órgãos visuais até chegar ao cérebro humano.

Embora as estruturas oculares em si estivessem preservadas — como córnea, conjuntiva etc., é importante notar —, essa falha específica tornava qualquer perspectiva visual extremamente desafiadora inicialmente. O quadro era considerado pela equipe médica local “insuperável”.

A cirurgia inovadora de Michele Reibaldi

O desafio médico enfrentado por Elena não se limitou apenas à visão esquerda; seu olho direito também apresentava problemas sérios que comprometiam a função ocular. Este segundo órgão exibia uma maculopatia e havia sofrido traumas adicionais nos tecidos vitrais do globo cristalino.

“Foi impossível realizar um transplante convencional da córnea, devido ao total comprometimento na região onde as células – tronco residem,” explicou o hospital em comunicado. A situação deixava pouco ou nenhuma chance para recuperação visual através dos métodos tradicionais aplicados até então no mundo científico moderno.

No entanto, foi possível vencer essa barreira técnica graças aos esforços de Michele Reibaldi junto com seus colegas especialistas sediados em Turim. Eles conseguiram utilizar os materiais saudáveis — mas que já não tinham utilidade funcional— provenientes justamente do olho esquerdo dela.

Os profissionais removeram e transplantaram um conjunto anatômico complexo diretamente para a visão direita da paciente: esse pacote incluía córnea, além das estruturas conjuntiva e esclera; o elemento mais inédito nesse procedimento globalmente é exatamente aquela parte central delicada chamada mácula retiniana.”

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